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SAÚDE

60% das adolescentes engravidam por ‘acidente’

Dentre os motivos pelo alto índice entre adolescente é o não cuidado com a prevenção. Além desses dados alarmantes, o ginecologista também falou sobre o uso de anticoncepcionais.

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Mesmo com acesso fácil e com grande disponibilidade de informação, a gravidez na adolescência segue um desafio em grande parte do território brasileiro, principalmente nas áreas mais carentes. Filhos de adolescentes somam 20% dos nascimentos no País e em mais de 60% desses casos a gravidez ocorreu de forma não planejada, disse na noite de quinta-feira, na Acic, o ginecologista Eduardo Galletto. Ele foi um dos palestrantes convidados do 4º Encontro da Mulher Empresária e Executiva da Acic, organizado em parceria da Vice-Presidência para Assuntos da Mulher, Núcleo Setorial Acic Mulher, Uniacic, Sicoob Credicapital e outros apoiadores.

O ginecologista falou sobre o alto índice de jovens com gravidez indesejada e uso de anticoncepcionais

As campanhas sobre a gravidez devem ser associadas à orientação em casa e também na escola. “Quanto mais orientadas as adolescentes estiverem, menores serão as chances de que engravidem de forma indesejada”, segundo Galletto. O diálogo no ambiente familiar é fundamental também para a prevenção de várias doenças que colocam a saúde da mulher em risco. “Informação de qualidade é a base para uma vida saudável, porque oferece referências mais seguras para escolhas melhores”. O ginecologista falou sobre política nacional de saúde à mulher e das mudanças e ampliações que ocorrem ao longo dos anos e dos avanços possíveis a partir de certas atitudes.

Ao mesmo tempo em que ajuda a prevenir gravidez não planejada e doenças, a conversa em casa, principalmente com da filha com a mãe, oferece um ambiente de mais segurança para as adolescentes. “E isso serve também para a primeira consulta no consultório do ginecologista. Quando ela é bem orientada, a adolescente se sente amparada e consegue controlar melhor a ansiedade”. O câncer e a depressão seguem como alguns dos mais temidos inimigos da saúde da mulher.

Apenas o câncer de mama leva à morte 12 mil mulheres todos os anos no Brasil, o que corresponde a 3% dos óbitos femininos. São em média, no País, 60 mil novos casos todos os anos e 90% deles têm cura se diagnosticados precocemente. Em média, 40% são evitados com a adoção de hábitos saudáveis, principalmente quanto à alimentação e prática regular de exercícios físicos. Eduardo Galletto falou também sobre endometriose, doenças sexualmente transmissíveis e das lutas por direitos e emancipação da mulher nos mais diversos campos.

O ginecologista deu dicas sobre o uso de anticoncepcionais, citou métodos com índice de falhas de até 20%, a exemplo das tabelinhas, e do uso de preservativos, aconselhável e eficiente contra doenças, mas pouco confiável quando se trata de gravidez. Pílulas e adesivos estão entre os melhores, porém aquele que obtém resultados mais satisfatórios são os implantes, que fazem com que a mulher não menstrue por três anos. Há outros métodos à disposição, como o Diu (Dispositivo Intrauterino) e injeções. Um vídeo sobre partos e cesarianas emocionou as mulheres presentes ao encontro.

A vice-presidente da Acic para Assuntos da Mulher, Cláudia Urio, fez menção aos avanços que a mulher conquistou nos últimos anos, do seu crescente envolvimento nas empresas e com o associativismo e ressaltou que entidades como a Acic estão abertas à presença e à participação feminina. A diretora de Eventos, Margarida Domingues Carneiro, e a coordenadora do Núcleo Acic Mulher, Rozelaine Nardin, também participaram do evento em comemoração ao Dia Internacional da Mulher.

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