Cidades

REDUÇÃO DE REPASSE

Unioeste Cascavel pode parar de funcionar

Em 2010 o repasse era de R$ 19,3 milhões, neste ano o câmpus recebeu R$ 9 milhões; menos de 50% do necessário.

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O ano letivo na Unioeste começou no dia 11 de março. Há um mês já existe a preocupação de por quanto tempo a Universidade vai conseguir se manter. A limpeza do campus que possui 53 mil metros quadrados é feita por uma empresa terceirizada. Se comparado o número de funcionários que tinha no ano passado com este ano, houve uma redução de mais de 50%. Segundo informações, das 32 zeladoras que trabalhavam no local no ano passado, apenas 15 continuam realizando a manutenção diária.

O Eduardo conta que os produtos de higiene estão quase no fim, e que no ano passado já chegou a faltar. “Acho que em alguns banheiros papel já tá faltando e é uma situação que pode acabar se agravando nos próximos dias, nas próximas semanas. No ano passado a gente ficou dois meses sem ter papel higiênico e sabonete nos banheiros”.

O Sindicato dos Docentes diz que há oito anos o valor total de repasses só diminui. Segundo Luiz Fernando Reis, presidente do Sindicato, em 2010 o valor oferecido era quase 50% mais do que para 2018: “Se você toma como referência o ano de 2010, nós recebíamos R$ 19,3 milhões, valores atualizados pelo IPCA de janeiro desse ano, e em 2018, pra esse ano, o Governo na lei orçamentária anual previu R$ 9,7 milhões”.

Para manter o campus de Cascavel funcionando será preciso um repasse do governo do Estado. Ainda segundo o presidente do Sindicato, o campus aguarda o repasse de R$ 3 milhões adicionais para custeio do ensino: “Se esses R$ 3 milhões forem liberados aí a universidade consegue continuar respirando com aparelhos até o final do ano”. “Se não houver a liberação desses recursos de custeio, os diretores de campi vão ter que chamar a comunidade universitária e dizer o seguinte: nós vamos ter que suspender as aulas do período letivo porque não tem condições de manter funcionando o campus, então isso é pior que greve”, afirma Luiz Fernando.

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LEIA POR EDITORIA

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