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Percentual de famílias inadimplentes aumenta pela 1ª vez em seis meses

Desde setembro, quando havia aumentado na comparação com agosto, indicador registrou quedas consecutivas. Cartão de crédito segue o principal vilão do endividamento.

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Cartão de crédito se mantém como o principal vilão do endividamento familiar (Foto: TV Globo/Reprodução)

Cartão de crédito se mantém como o principal vilão do endividamento familiar

Pela primeira em seis meses o percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso aumentou no país. É o que aponta a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) divulgada nesta quarta-feira (4) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O levantamento, feito em março, mostrou que o subiu de 24,9% para 25,2% o percentual de famílias inadimplentes. Desde setembro, quando aumentou de 25,9% para 26,5%, o indicador vinha registrando quedas consecutivas.

Também aumentou o percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso – de 9,7% em fevereiro para 10,0% em março. No entanto, este indicador sofreu queda na comparação com março do ano passado, quando chegou a 10,4%. Já a proporção de famílias endividadas se manteve estável nos 61,2% registrados em fevereiro, mas teve alta de 0,4 ponto percentual em relação a março do ano passado.

Ainda segundo a CNC, o cartão de crédito permanece o maior vilão do endividamento: 76,4% das famílias endividadas tinham débitos com cartão. Em seguida, vêm os carnês (16,6%) e, em terceiro lugar, o crédito pessoal (10,4%). Ao analisar o nível de endividamento, a CNC constatou aumento na proporção de famílias que se declararam muito endividadas – passou de 13,6% em fevereiro para 14,1%. Na comparação anual, porém, esta proporção teve queda de 0,6 ponto percentual.

Na análise feita pela entidade, esta queda na comparação anual se deve à redução das taxas de juros e à recuperação da massa de rendimento da população. Outro dado observado na pesquisa é o tempo médio de atraso para o pagamento de dívidas: caiu de 64,8 dias registrados em março de 2017 para 64,4 dias este ano.

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