Especial

DIA DAS MÃES

Como é ser mãe em tempo integral?

Um estudo americano que acompanhou a programação semanal de 2.000 mães, com filhos entre 5 e 12 anos, revelou que ser mãe equivale a 2,5 empregos em tempo integral. A pesquisa, realizada pela companhia norte-americana Welch´s Foods, constatou que a média de tempo gasto pelas mães em seus afazeres diários é de 98 horas por semana, mais que o dobro de um trabalho cuja carga seja de 40 horas semanais. E como forma de ilustrar essa data especial, que acontecerá neste domingo (13), a reportagem conversou com cinco mães que trabalham fora de casa e ainda cuidam dos filhos incansavelmente. Nestas entrevistas, falamos sobre suas rotinas, se precisaram renunciar a alguns sonhos e das recompensas de serem mães.

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Edirce Ana Vogt, mãe do Miguel

Tenho conciliado bem minha rotina de trabalho e cuidados com o Miguel, apesar da correria; pois leciono à noite na UDC e presto assessoria ao Programa A União faz a Vida da Fundação Sicredi. Mesmo com duas ocupações, ainda consigo cuidar da casa e das necessidades do meu filho no dia a dia, além de dar atenção. Com a chegada dele, optei por reduzir minha carga de trabalho, quis ter tempo para cuidar dele, da sua alimentação, educação e saúde. Tive que adiar alguns sonhos e projetos, como Mestrado, empreendimento próprio, mas pretendo retomar tudo ao seu tempo. E apesar dos percalços e das renúncias comuns na maternidade, essa foi a melhor experiência que pude ter na vida. Ser mãe me permitiu florescer, ser mais humana, mais carinhosa e realizada. O amor que posso ver nos olhos do meu filho todos os dias, em seus abraços e carinhos, me dão a certeza que faria tudo outra vez. Novos desafios se apresentam a cada dia, mas é justamente isso que faz com que ser mãe seja uma grande aventura.

 

Aninha dos Santos Lima, mãe de Anthony Gabriel e João Victor

A partir do momento que você é mãe, terá uma “profissão” a mais, abrange muitas coisas. Porque a mulher vai trabalhar, traz o sustento para a casa, cuida do lar, dos filhos e ainda executa trabalhos intermediários – no meu caso, o Anjos do Bem e o salão de beleza. Sempre via minha mãe trabalhando, ajudando meu pai e hoje consigo entender que somos capazes de fazer tudo na vida – sempre em busca de um mundo melhor para seus filhos. E quando você abre mão dos teus sonhos, viverá os sonhos dos teus filhos. Antes de ser mãe, via isso na minha mãe, que se privou de muitos sonhos – por vezes não entendendo ou não valorizando essas atitudes. E tentar definir o que ganha em ser mãe é impossível, é algo maior do que qualquer coisa o amor de um filho. Na Bíblia Sagrada tem um trecho que diz “a herança do Senhor são os filhos”, mas só tendo um filho para ter noção do quão grande é esse amor.

 

Carmem Stahl Viapiana, mãe de Bernardo e Francisco

A maternidade é uma das melhores experiências na minha vida e também uma das mais difíceis! Abdico da minha antiga rotina, mas vivencio sorrisos, descobertas e aprendizado! Procuro equilibrar o papel de mãe, de esposa, de profissional, de filha e amiga! Concilio minha profissão de fisioterapeuta que eu adoro com o cuidado de meus filhos Bernardo e Francisco. Sinto-me vitoriosa por me realizar profissionalmente e ainda acompanhar o desenvolvimento deles. Quando um filho nasce, nasce também uma cachoeira que transborda nosso amor para fora. Como se de cada poro surgisse uma fonte de água limpa, de afeto claro e transparente. Hoje sou uma pessoa sem fronteiras, amo por todos os lados. Vou agradecer eternamente a meus filhos por me permitirem este amor infinito.

 

 

 

Camila Catafesta, mãe de Artur e esperando Sophia

Trabalho 48 horas semanais na Lar Cooperativa Agroindustrial como assessora de comunicação e, ao chegar em casa, começo a segunda jornada. Tenho o filho Artur de oito anos e, ainda neste mês, nascerá a Sophia. Essa rotina demanda que você não se culpe, porque uma mãe que trabalha tende a ser muito exigente – tanto no trabalho quanto em casa. E às vezes, para equilibrar essa balança, você precisa de uma rede de apoio e admitir que não consegue fazer tudo sozinha. Conto com o marido e meus sogros que ajudam bastante: leva o Artur nos treinos, realiza atividades complementares, ida e volta da escola. Portanto, ter pessoas ao seu lado fazem muita diferença na sua vida. E chegando em casa depois do trabalho, ainda tem outras missões, como ajudar a estudar para as provas, corrigir tarefas, limpar a casa, colocar o serviço em dia; tudo demanda organização, mas nem por isso você deve ficar neurótica – sabendo que você tem limites e consegue fazer aquilo que lhe é possível. Tanto que penso não ter renunciado a sonhos, porque acredito que fui mãe no tempo certo (quando estava grávida do Artur, justamente no último ano da faculdade). E logo depois dele nascer, tive crescimento profissional ao começar a trabalhar na Lar. Nesse momento, você fica confusa e pensa em fazer uma pausa na carreira; porém, após o nascimento dele, tudo se encaminhou como deveria ser. E a minha maior recompensa é olhar o seu sorriso, quando aprendeu a expressar afeto com palavras nas horas de conversa. E eu sempre brinco com ele falando “espero que quando você for adolescente, não deixe de gostar de conversar com a sua mãe”.

 

Estely Bilibio, mãe da Izie Bilibio Miglioretto

Os primeiros dias de um recém-nascido não são fáceis porque só pensava em cuidar do bebê, sequer arrumava meus cabelos. Dormir? Apenas alguns cochilos. Estava num estado de alerta que entrou em todos os meus sentidos por sempre estar preocupada. Nos primeiros dias, antes de dormir, pedia a Deus para ser meus olhos abertos enquanto estivessem fechados. Passaram-se dias e tudo melhorou. Os afazeres de casa são realizados entre os soninhos do bebê e eu comecei a dar atenção para mim; mesmo sempre apressada. A Izie já frequentava a academia desde a gestação, pois dei aula de ginástica até o oitavo mês e trabalhei com exercícios físicos até o fim da gestação. Como já estava adaptada com toda aquela movimentação na academia e com a música, quando ela completou dois meses, voltei a trabalhar em pequenos horários com agenda aos poucos; respeitando os momentos que preciso dar de mamá, pois minha prioridade é a filha. Como mãe de primeira viagem, sinto-me agraciada por passar o primeiro Dia das Mães da vida; e de conexão em tempo real com Deus. Pois esse presentinho maravilhoso encheu meu coração de amor e uniu ainda mais a minha família.

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LEIA POR EDITORIA

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