Especial

SEXTA-FEIRA 13

Gatos pretos trazem azar ou sorte?

Fazendo conexão com a Sexta-Feira 13, considerado o Dia do Azar para muitos, falaremos sobre aquele é considerado o maior símbolo do azar: o gato preto. Nos tempos do Egito Antigo, o bichano era amado e reverenciado pelo povo. Na época da Inquisição, era visto como um animal compactuado com o Diabo por causa dos seus hábitos noturnos. Séculos passaram, e hoje, acredita-se que o gato preto pode trazer azar em alguns países e sorte em outros. Mas afinal, como surgiu a história de que gatos pretos trazem azar?

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O gato preto é um dos gatos mais elegantes do mundo, mas muitas vezes é vítima de superstições e lendas que às vezes acabam prejudicando suas vidas. O gato preto é um felino muito terno e com um bom caráter, mas muitas pessoas continuam a acreditar que ter um em casa ou ver um que atravessa a rua, traz infortúnio e má sorte. As superstições relacionadas ao gato preto são muitas.

A superstição teve origem na Idade Média, quando se acreditava que os felinos, devido a seus hábitos noturnos, tinham parte com o demônio – e se o bichano era da cor negra, habitualmente associada às trevas, pior ainda para ele. Assim, no imaginário medieval, o gato preto tornou-se tão inseparável da mítica figura da feiticeira quanto a vassoura voadora.

No século XV, o papa Inocêncio VIII (1432-1492) chegou a incluir o pobre animal em sua lista de perseguidos pela Inquisição, campanha assassina da Igreja católica contra supostas heresias e bruxarias. A perseguição atingiu seu auge na Inglaterra do século XVI, época de repentino aumento da população felina nas cidades. Consta que, em certa noite de 1560, em Lincolnshire, um gato preto foi ferido a pedradas. Encurralado, ele refugiou-se na casa de uma velhinha que costumava dar abrigo a gatos de rua. No dia seguinte, essa pessoa também apareceu machucada – o que fez o povo local concluir que ela era uma bruxa e o gato, seu disfarce noturno.

Nessa tentativa de combater o paganismo, a Inquisição inverteu uma tradição milenar, pois os gatos eram reverenciados como divindades, principalmente entre os antigos egípcios. Na França, a perseguição aos gatos durou até 1630, quando foi proibida pelo rei Luís XIII (1601-1643). Há, no entanto, uma pesquisa do Hospital de Long Island, nos Estados Unidos, que indica que, pelo menos para pessoas alérgicas, o contato com um gato preto pode ter péssimos efeitos. Isso porque os pelos felinos dessa cor conteriam uma maior quantidade de substâncias alérgicas.

CRENÇA – Em países como Brasil, Estados Unidos, Espanha e a Itália, muitos acreditam que o gato preto traz azar; enquanto em países como Escócia, Japão e Inglaterra, o gato preto é símbolo de sorte e pensa-se que ter um em casa signifique prosperidade. Não esqueçamos que nos países anglo-saxões o gato preto foi mantido em barcos para propiciar proteção no mar.

Na Alemanha, se um gato preto atravessa a rua da direita para a esquerda, geralmente se pensa que traz má sorte; pelo contrário, da esquerda para a direita, trará boa sorte. Na China, muitos acreditam que os gatos pretos sejam portadores de fome e pobreza, enquanto na Letônia o nascimento de gatinhos pretos indica que haverá uma boa colheita.

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QUANDO SURGIU A CRENÇA? – A razão deve ser encontrada nas superstições que nasceram da Idade Média. Naquela época, viajávamos em carruagens e podia acontecer que, nas ruas escuras, os cavalos ficassem assustados com os olhos dos gatos pretos por causa de um cruzamento inesperado deles. Os cavalos, em frenesi, causariam desarranjo em alguns passageiros – surgia, portanto, a lenda de que os gatos pretos eram controlados diretamente pelo diabo. Mas a lenda também deve muito de sua repercussão porque, em 1200 o Papa Gregório IX, denominou o gato preto como sendo um fiel amigo das bruxas, dando assim luz verde à uma caça implacável a estes seres.

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Em geral, durante a Idade Média, o gato preto foi considerado um amigo do diabo e vários papas ordenaram queimá-los durante as festas populares. Mas por que o gato preto estava associado ao diabo? A resposta possível é a ignorância do povo. A cor preta era um símbolo de luto e seus brilhantes olhos amarelos na noite despertavam o medo. No entanto, outras lendas dizem que a chegada de um gato preto trazia consigo também a chegada dos piratas, já que esses felinos frequentemente viajavam em navios para caçar ratos do porão.

ANIMAL SAGRADO – Enquanto na Idade Média os gatos foram perseguidos e mortos, no antigo Egito, os gatos pretos e os gatos em geral foram adorados. Não surpreendentemente, a deusa Bastet é representada como um belo gato preto ou como uma mulher com cabeça de gato. Esta divindade era um símbolo positivo de harmonia e felicidade, protetor de casa, guardião de mulheres grávidas e capaz de evitar os espíritos malignos. Na mitologia egípcia, a irmã de Bastet, Sekhmet, é retratada com características felinas. Mas, em geral, os gatos eram animais sagrados e aqueles que matavam um gato, eram severamente punidos.

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Símbolo das forças do bem, graças aos seus olhos luminosos, o gato preto foi preservado em todos os aspectos. Em caso de incêndio, por exemplo, não era possível escapar sem primeiro ter salvo o gato e, se um deles morresse, toda a família ficava de luto.

SORTE – Ao lado das superstições existem as lendas mais positivas que melhoram o gato preto em toda sua beleza. Por exemplo, na Roma antiga, considerava-se que os gatos pretos trouxessem fortuna. E quando um gato preto morria, costumava-se queimá-los e depois espalhavam sua cinzas para desejar uma boa colheita. Em muitos outros países, ter um gato preto em casa é símbolo de prosperidade e boa sorte.

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LEIA POR EDITORIA

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