Especial

PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA

A importância do momento para o Brasil

Ontem (quarta-feira 15) foi o feriado nacional da Proclamação da República. A data histórica importante para o Brasil aconteceu em 1889, passando do regime monárquico para o republicano. E para simbolizar essa data, nesta reportagem falaremos como aconteceu, motivos, aceitação e participação da população. 

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A Proclamação da República Brasileira foi o resultado de um levante político-militar que deu inicio à República Federativa Presidencialista; marcada pela figura do Marechal Deodoro da Fonseca (considerado herói da Guerra do Paraguai) como responsável pela efetiva proclamação e primeiro presidente da República brasileira em um governo provisório (1889-1891) – mesmo sendo contrário ao movimento republicano, afirmando que os brasileiros não estariam preparados para essa ‘mudança repentina’.

Assim, nasce pelas mãos dos militares, a República Federativa Brasileira. Mesmo o momento histórico ter acontecido há mais de 120 anos, o professor de sociologia do Colégio Mondrone Diego Rossi, pontua que muitos historiadores ainda não veem o fato histórico como legítimo. “Há historiadores que chamam esse movimento de ‘golpe’, porque, naquela época do Brasil imperial, havia o regime monárquico. E, dentro das portas daquele governo, havia trama para trazer a república no País – sendo o maior interessado o Exército para terem mais direitos políticos. Tanto que, após a proclamação, os dois primeiros presidentes republicanos foram militares – os marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto”, contou o professor.

E sobre os motivos de proclamar a república no Brasil, o professor de Sociologia aponta: “O Exército Brasileiro saiu fortalecido após o fim da Guerra do Paraguai, mas D. Pedro II não queria abrir espaço para eles no governo. Outro motivo foi o fortalecimento da Teoria do Positivismo de Augusto Comte, afirmando que a sociedade deve evoluir a partir do momento que acumula mais conhecimento. E um desses passos para a evolução era abandonar o regime monárquico, que tinha laços com o que era antigo; e adotar um regime republicano, com ares de novidade para o País. Além disso, o imperador interferia demais nas decisões da igreja, grandes proprietários de terras e a classe média urbana também buscavam maior participação política no Brasil”, comentou Diego Rossi.

O sociólogo confirma que os primeiros anos após a nova era política no Brasil foram difíceis. “Mesmo estando na democracia, ainda havia censura dos primeiros anos republicamos. E a partir disso, surgiu o voto de cabresto, república do Café com Leite e outros entraves para limitar a participação do povo na república – que foi praticamente nula. Tanto que a maioria dos brasileiros tinha total desconhecimento do que era a República, dos motivos que a levaram à proclamação e quem havia participado”, destacou o professor.

Não houve uma revolução, ou mesmo grandes mudanças com a Proclamação da República, o que houve de imediato foi a abertura da política aos homens enriquecidos, principalmente pela agricultura. Enquanto o poder da máquina pública no Império estava concentrado na figura do Imperador, que administrava de maneira centralizadora as decisões políticas, na República abre-se espaço de decisão para a classe enriquecida que carecia desse poder de decisão política.

A Proclamação da República Brasileira foi o resultado de um levante político-militar que deu inicio à República Federativa Presidencialista

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