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AGRICULTURA

Os melhores resultados do plantio direto em Medianeira

A entrega do prêmio aos cinco produtores que melhor aplicaram a prática do plantio direto em propriedades no Oeste do Paraná aconteceu durante o Dia de Campo da Lar em Medianeira, no dia 23 de janeiro. E dentre os premiados, o produtor que alcançou os melhores resultados foi o medianeirense Elídio Variani.

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Em sua propriedade na Linha Tomé, Variani constantemente faz análises da produtividade

A Itaipu Binacional selecionou 125 associados da Lar Cooperativa Agroindustrial, que praticavam o plantio direto na região. Para se chegar ao resultado da premiação, agrônomos da Federação do Plantio Direto e Irrigação (FEBRAPDP), em parceria com a Itaipu Binacional, Programa Oeste em Desenvolvimento (POD) e Parque Tecnológico Itaipu (PTI) acompanharam as lavouras nos últimos sete meses e avaliaram a precisão da técnica com o uso do Índice de Qualidade Participativo (IQP). A ferramenta analisa parâmetros agronômicos de qualidade e boas práticas para manejo do solo, dando notas de zero a 10.

E como forma de reconhecer os melhores da região, a Itaipu entregou premiação aos cinco vencedores (troféu, um kit com livros sobre plantio direto e visitas à usina de Itaipu), na abertura do Dia de Campo da Lar Cooperativa Agroindustrial, dia 23 de janeiro. O quinto lugar ficou para Clóvis Abônico, seguido pelo Renato Bortolini, Vilson Berlanda e Jayme Berta. E o agricultor com os melhores resultados alcançados foi Elídio Variani, da Linha Tomé, interior de Medianeira. Satisfeito em receber a premiação, Variani relembra da visita dos técnicos na propriedade. “Fizeram um cadastro, coletaram o solo e os resultados foram muito bons, o que levou a conquistar esse prêmio – deixando-me surpreso pela conquista. É o reconhecimento e incentivo de cuidar da lavoura e sempre produzir mais”, disse Elídio.

No Dia de Campo, prêmio entregue ao agricultor Elídio Variani

 

O plantio direto é uma técnica de cultivo na qual procura-se manter o solo sempre coberto por resíduos vegetais e sem revolvimento. Sendo este preparado apenas na região de semeadura, sua semente é colocada em sulcos ou covas, com largura e profundidade suficientes para a adequada cobertura e contato desta com a terra. Esse sistema se consolidou e, é utilizado pelos agricultores de todo o Brasil, podendo ser empregado tanto em grandes áreas de cultivo como em pequenas propriedades. “Aqui no Oeste, é aplicado desde 1990. É uma prática de conservação do solo na qual se evita o uso de máquinas para arar a terra. E dentre os benefícios, aumentam o macro e o micro do solo, e também a produtividade – mediante análise do solo a cada dois anos”, comentou o agricultor.

O trabalho na roça começou ainda na infância, quando Elídio Variani frequentava a escola e, em casa, ajudava seus pais no trabalho. Entre 1958 e 1975, moravam numa propriedade abaixo de onde hoje é a Frimesa. Desde então, comprou esse pedaço de terra na Linha Tomé. E a partir de 1986, iniciaram o plantio direto na propriedade. “Com esse trabalho, recuperamos o solo. Pois, na lavoura do outro ano, produziu melhor. E de lá para cá, fazemos rotação de cultura, adubação verde, aumentando a produtividade”, concluiu.

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LEIA POR EDITORIA

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