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EMPREENDEDORISMO

Perdeu emprego e tem ideias para abrir negócio? Estude antes para não falir

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Quatro em cada dez negócios no país fecham com menos de dois anos de vida. Planejamento, conhecimento, leitura e educação em negócios poderiam evitar a maioria desses fracassos, afirma Andrea Cristina Marin, professora do Senac EAD. Não basta ter ideias para abrir um negócio. É preciso antes aprender a ser um empresário.

Ela diz que o cenário econômico desfavorável nos últimos anos colabora para o agravamento dessa situação, mas considera que um empreendedor com ao menos um desses atributos amplia consideravelmente as chances de sucesso. “Além de perseverança, que é essencial quando se é dono do próprio negócio, o fundamental é preparar-se, com muita aplicação, estudos, e participação em

entidades que orientam a atividade do pequeno negócio”.
Comprar franquia pronta não dispensa aprendizagem -O presidente da Praxis Business, Adir Ribeiro, que faz consultorias e cursos decapacitação empresarial, declara que é uma ilusão achar que ter uma franquia elimina a necessidade de aprendizagem pelo fato de o negócio já estar pronto, e que é necessário transformar franqueados em empresários.

Para ele, pequenas e médias franqueadoras ainda não investem o suficiente em capacitação. Daí a procura cada vez maior por cursos pelos próprios franqueados. Comportamento empreendedor, finanças e vendas são alguns dos tópicos abordados nos cursos da empresa, que acaba de criar a Academia de Gestão, focada exclusivamente em franqueados. “Todo mundo pode ser empreendedor,

desde que se prepare”, diz Ribeiro.

Precisa se conhecer para saber se tem perfil de empresário -“Tão importante quanto o conhecimento teórico é o autoconhecimento. Quem quer empreender precisa fazer algum tipo de atividade de autoconhecimento para identificar se de fato tem perfil para ser empreendedor e se está preparado

emocionalmente para lidar com essa nova situação”, afirma o diretor do Centro de Empreendedorismo do Insper, Silvio Laban.
Ele afirma que o empreendedor por necessidade, por exemplo, não está preocupado se vai sobreviver depois de dois anos. “Essa pessoa vê no empreendedorismo uma forma de resolver um problema imediato. Então, para ela, não faz diferença ter ou não preparo”, diz.
Para aquele que quer mudar a chave e se aventurar em um negócio próprio, começando do zero, Laban diz que o aprendizado formal pode diminuir “um pouco” o risco. Estudar o mercado, entender os movimentos do setor para saber claramente como se posicionar é uma forma mais segura de atuar num setor tão competitivo quanto o de empreendedores, diz o professor do Insper.

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