M

Memórias

MEMÓRIA

Comunidade do Morro da Salete

Data de publicação original: 09/01/2025

Número da edição original: 2342

O surgimento da “Linha Salete”, localizada no interior da cidade de Medianeira, fazia parte do projeto da Colonizadora Bento Gonçalves, que no início da década de 1940 iniciou o planejamento da futura cidade de Medianeira e, na década de 1950, começaram a comercializar os lotes, tanto urbanos como propriedades rurais.

Em meados de 1955 chegaram os primeiros moradores ao local. Muitos compradores de terras vieram de uma cidade que se chamava Salete – SC e Barra Santa Salete – PR. Entre os primeiros compradores de terra na Linha Salete estão as famílias Locks, Berlanda, Blasius, Schmoeller e Buss.

Apesar da chegada das primeiras famílias ter acontecido ainda na década de 1950, foi no início dos anos de 1960 que a comunidade se consolidou. E foi nesse período que a religiosidade de alguns moradores mudaria o rumo do local. Jacob Locks, Líbero Berlanda e Ferdinando Schmoeller, devotos de Nossa Senhora da Salete, idealizaram colocar uma imagem da Santa, igual a da cidade de Salete-SC, e fazer um santuário no topo do morro, em sua homenagem. A ideia foi bem aceita pelos outros moradores.

Os moradores procuraram então o dono do terreno do topo do morro, Pedro Paulo Zanchettin para pedir a doação do local. Doado o terreno, a comunidade arregaçou as mangas e começaram a abrir uma picada pelo meio da mata em direção ao cume do morro. Além disso, Líbero Berlanda, Luiz Berlanda, Jacob Locks e Ferdinando Schmoeller iniciaram a arrecadação de doações para a compra da imagem. Todos os moradores dos arredores do morro contribuíram com dinheiro ou com trabalho, além de devotos das cidades vizinhas, que também fizeram doações para viabilizar a compra da estátua. A imagem de Nossa Senhora da Salete foi comprada em Curitiba e trazida até Medianeira pelo Sr. Severino Pandolfo.

A subida da Santa até o morro faz parte do imaginário de crianças e adultos, que vivenciaram o momento. Uns falam que foi com uma junta de bois, outros falam em caminhão, tem os que afirmam que foi um jipe e muitos alegam que foi uma junta de bois que puxou um veículo motorizado, concluindo a subida da Santa até o topo do morro. Independentemente do meio de transporte, o que se tem certeza é da dificuldade da subida, já que o local é muito íngreme e não tinha estrada, apenas uma picada.

Muitos moradores alegam que foi essa a junta de bois (Marinheiro e Parecido), que puxou a camionete F 4.000 do “Cajo”, que levava a imagem de Nossa Senhora da Salete até o cume do Morro. Na foto, Clóvis Zanchettin à frente e Onéssimo Zanchettin em cima da carroça

Já com a presença da Santa no morro, e seguindo o exemplo da cidade de Salete – SC em que a festa do Santuário sempre ocorria em 08 de dezembro, foi neste dia em 1964, que aconteceu a inauguração da Comunidade de Nossa Senhora da Salete, em Medianeira.

60 anos depois, no dia 08 de dezembro de 2024, foi realizada uma grande festa, que reuniu mais de 600 pessoas. Na ocasião, além de missa e almoço festivo, foram vendidos souvenirs da comunidade e lançado o livro “HISTÓRIAS E MEMÓRIAS DO MORRO DA SALETE – 60 Anos de fundação da comunidade”, elaborado através de parceria de integrantes da Comunidade Nossa Senhora da Salete com a Casa da Memória Roberto Antonio Marin.

Pioneiros, ex-moradores e famílias do Morro da Salete se reuniram para a comemoração dos 60 anos de fundação, em 08 de dezembro de 2024
Acesse o QR Code e nos conte sua história!

 

 

 

 

 

 

 

 

 A Casa da Memória Roberto Antonio Marin de Medianeira é a guardiã das memórias do município, um espaço dedicado à documentação, pesquisa e resgate do Patrimônio Cultural.

Rua Argentina, nº 1546, Centro (antiga Prefeitura), Medianeira/PR
(45) 3264-8602
www.casadamemoriademedianeira.com.br
Horário de funcionamento: de segunda à sexta das 8h30min às 12h e das 13h30 às 17h30min, aos sábados das 13h às 17h

Comentários