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Memórias

MEMÓRIA

Propagandas de Medianeira da década de 1950

Data de publicação original: 26/09/2024

Número da edição original: 2329

Em outubro de 1949 foi criada a empresa Colonizadora Industrial e Agrícola Bento Gonçalves, com o objetivo de comercializar as terras da região oeste do Paraná. No início da década de 1950 a colonizadora dividiu as terras da gleba, que viria a se tornar Medianeira, em lotes urbanos de 1.000 m² e rurais de 24 hectares. Pedro Soccol e José Callegari, os administradores da empresa, fizeram o planejamento urbano e deram início às obras de infraestrutura na “vila”.

Uma característica comum nos processos de colonização de várias regiões do Brasil é a oferta de infraestrutura e a construção de espaços de sociabilidade para convivência comunitária. Com o objetivo de atrair futuros moradores, foram realizadas obras consideradas fundamentais desde o início, como por exemplo: igreja, escola, hospital, indústria e espaços de lazer como bares, clubes e campos de futebol.

Como forma de divulgar os novos empreendimentos da região oeste do Paraná, a colonizadora Bento Gonçalves patrocinou propagandas em jornais que circulavam no Rio Grande do Sul. Essas propagandas foram fundamentais para atrair compradores, pois, a partir delas, os moradores da região sul do Brasil tomaram conhecimento da colonização e da venda das terras. Em uma das propagandas, de uma página inteira, chama a atenção o título “Cidade Medianeira: Uma confirmação do poder da organização e do trabalho”, e o no subtítulo destaca-se o “extraordinário progresso, diretores e povos ativos e unidos, fertilíssimas terras e riquezas naturais e o renome da colonização e da firma”. Em outra parte da reportagem afirmava que as terras em Medianeira era “um capital de valorização permanente” dizendo que “Medianeira não era apenas uma aventura em busca de dinheiro, mas obedece a um plano previamente traçado e por isso é a cidade que mais está desenvolvendo naquela região”.

A partir dessas reportagens, a empresa divulgava o progresso da região e a possibilidade de desenvolvimento econômico e financeiro dos moradores. As propagandas alcançaram cidades do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Em um relatório produzido pela Empresa Bento Gonçalves em 1961, compartilhado com a Casa da Memória por Márcio Gomez, filho de Emílio Gomez, um dos pioneiros de Medianeira, diz que o maior número de vendas de lotes na região ocorreu entre os anos de 1954 e 1955, justamente após o período de circulação das propagandas.

Entre 1955 a 1960, as vendas praticamente paralisaram. Durante a década de 1960, especialmente após a emancipação política do município, retornou o interesse pelas terras de Medianeira, sendo que foi durante essa década que quase todos os lotes, tantos urbanos como rurais foram vendidos. Cabe destacar que outro atrativo para migrantes foi a promessa de oferta de emprego. Para isso, a empresa Bento Gonçalves não mediu esforços para a implantação de empresas e indústrias na cidade, especialmente com a construção do Frigorífico Medianeira S/A.

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A Casa da Memória Roberto Antonio Marin de Medianeira é a guardiã das memórias do município, um espaço dedicado à documentação, pesquisa e resgate do Patrimônio Cultural.

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