Policial

OPERAÇÃO EM LONDRINA

Grupo recebia milhões por projeto aprovado

Onze pessoas são investigadas por corrupção em Londrina. Segundo investigação, grupo cobrava propina para aprovar mudanças no zoneamento urbano municipal. Cada um recebia aproximadamente R$ 1,6 milhão por projeto aprovado na Câmara de Vereadores. Dentre eles, estão dois vereadores, um assessor de vereador e um servidor público municipal.

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Conforme o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o serviço envolvia a realização de estudos de Impacto de Vizinhança e também o acompanhamento do projeto no Legislativo. “Ao longo das investigações descobrimos que o comportamento desse grupo mudou. Antes, os agentes públicos faziam a solicitação de vantagem indevida diretamente aos donos de loteadoras. Depois, eles indicavam um prestador de serviço que solicitava indiretamente a propina”, explicou o delegado do Gaeco, Alan Flore.

Conforme o Gaeco, um dos vereadores investigados apresentava o prestador de serviço ao empresário interessado e o convencia a contratar o serviço. Logo depois, essa pessoa indicada preparava um orçamento com valores que pudessem ser divididos entre integrantes do grupo criminoso.

“Na investigação, descobrimos que uma empresa que não fazia parte do esquema cobrava pelo mesmo estudo entre R$ 24 e R$ 27 mil. Esse prestador de serviço cobrava mais de R$ 1 milhão”, explicou o delegado do Gaeco.

A investigação inclui fatos que ocorreram de 2013 até 2017. O nome da operação se refere a uma zona industrial que, após mudança de zoneamento, passou a ser zona residencial. Ao todo, onze pessoas são investigadas na operação denominada Zona Residencial 3. Entre elas estão os vereadores Mário Takahashi (PV), atual presidente da Câmara de Vereadores, e Rony Alves (PTB). Por determinação judicial, os dois parlamentares e os outros nove investigados devem ser monitorados por tornozeleiras eletrônicas. Os vereadores foram afastados dos cargos por 180 dias, e todos os investigados estão proibidos de entrar na Câmara, na Prefeitura e de manterem contato.

A Câmara de Vereadores informou que os suplentes dos vereadores afastados só poderão ser convocados após 120 dias. Enquanto isso, a Casa começará o ano legislativo com 17 parlamentares e será presidida por Ailton Nantes (PP).

Os onze são suspeitos de cobrar propina para aprovar mudanças no zoneamento urbano municipal. Dentre eles, dois vereadores.

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LEIA POR EDITORIA

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