Policial

RENITÊNCIA

Nova fase da Operação Pecúlio em Foz

Ação batizada de ‘Renitência’ apura desvios de recursos públicos na Fundação Municipal de Saúde.

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A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (16) a oitava fase da Operação Pecúlio. A ação, batizada de “Renitência” apura desvios públicos na Fundação Municipal de Saúde de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Os policiais cumpriram seis mandados de prisão, sendo três temporárias e três preventivas, que não têm prazo para terminar. Além disso, também devem ser cumpridos outros 12 mandados de busca e apreensão.

Conforme a PF, as investigações apontam que o vereador da atual administração, Dr. Brito, era o chefe do esquema de desvios de dinheiro. Ele atuava em conjunto com pelo menos um funcionário da Fundação Municipal de Saúde. Demais nomes não foram revelados.

A dupla agia para direcionar contratações públicas na área da saúde da cidade. Além disso, a polícia descobriu que uma pessoa sem a devida qualificação produzia laudos de exames de diagnóstico no Hospital Municipal Padre Germano Lauck, causando risco potencial à saúde dos pacientes. A operação “Renitência” recebeu esse nome em alusão ao fato de que, mesmo após as outras sete fases da Pecúlio, agentes públicos seguem cometendo fraudes na administração da cidade.

CÂMARA DE VEREADORES – A Câmara Municipal de Foz do Iguaçu, informou ontem (quarta-feira 17) que, com a prisão do vereador (que havia assumido como suplente a vaga deixada pelo vereador Rudinei de Moura, também preso na Operação Pecúlio em dezembro de 2016), a vaga no Legislativo pode ser ocupada pelo 4º suplente, o comerciante João Sabino, de 64 anos, que teve 451 votos. O presidente da Casa, Rogério Quadros, disse, no entanto, que ainda não foi notificada oficialmente.

As sessões na Câmara serão retomadas em fevereiro, quando começam a contar as possíveis faltas do vereador, um dos fatores que podem implicar na perda do mandato. Ainda de acordo a presidência do Legislativo, o segundo e o terceiro suplentes, Marino Garcia e Coquinho, respectivamente, não poderão assumir: eles foram afastados das funções públicas e estão impedidos pela Justiça de se aproximarem da Câmara por também terem sido presos pela PF durante 5ª fase da Operação Pecúlio, em dezembro de 2016. Investigados por participarem de um esquema de troca de favores por apoio político ao então prefeito Reni Pereira na Câmara, os dois foram soltos em fevereiro de 2017.

Em nova fase da Operação em Foz do Iguaçu, há suspeita de desvios de recursos na Fundação Municipal de Saúde

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