Policial

CRIME ORGANIZADO

Operação contra facção criminosa chefiada por presos cumpre 51 mandados judiciais

Líder de facção gerenciava crimes em Mato Grosso, de dentro de presídio em Catanduvas, Paraná.

PUBLICIDADE

Anuncie - Naves

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta quarta-feira (14) a Operação 10º Mandamento para cumprir 51 mandados, sendo 38 de prisão e 13 de busca e apreensão, contra membros de uma facção criminosa. Os mandados são cumpridos em Mato Grosso, Goiás e Paraná.

A maioria dos mandados em Mato Grosso é cumprida em Barra do Garças. São 20 mandados, sendo que 11 desses alvos já estão presos. Também são cumpridos 10 mandados de prisão em Água Boa e oito em Cuiabá. Na capital, estão os supostos chefes da organização.

Maioria dos mandados é cumprida em Barra do Garças (Foto: Ivan Santos/ Centro América FM)
Maioria dos mandados é cumprida em Barra do Garças

Os mandados foram expedidos pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá e estão sendo cumpridos pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). A operação é resultado de investigações da delegacia regional de Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá, por meio do Núcleo de Inteligência, e da GCCO, que identificou uma suposta facção criminosa que atua no interior de presídios.

Homem foi preso em Cuiabá durante operação (Foto: Polícia Civil/Divulgação)
Homem foi preso em Cuiabá durante operação

Conforme a Polícia Civil, uma pichação foi identificada na cela interna do prédio do Fórum da Comarca de Barra do Garças, com as siglas de determinada facção criminosa.

As investigações, inclusive, começaram em Barra do Garças. De acordo com a polícia, em maio de 2016, a mando da facção foram disparados tiros na 1ª Delegacia de Polícia e na Delegacia da Mulher do município. Em seguida, houve um incêndio, com uso de coquetel “Molotov”, na casa de um agente penitenciário de Barra do Garças. Os ataques foram em retaliação às ações de enfrentamento realizadas pela Secretaria de Segurança Pública (Sesp) e da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), segundo a polícia.

LÍDER DA QUADRILHA EM CATANDUVAS – Reinaldo Silva Rio, o “Snype”, comandava as ações criminosas em três Estados, entre eles Mato Grosso. A revelação foi feita nesta quarta (14) após a deflagração da operação 10º Mandamento, que desarticulou parte do grupo do Comando Vermelho.

Segundo as investigações, conduzidas pela Polícia Civil, Wanderson Pinheiro, o Caju, preso em Cuiabá, era o responsável pelo setor de recursos humanos do grupo e é acusado de orquestrar diversas ações criminosas. As penas imputadas a ele correspondem a 40 anos de detenção. Apesar disso, Caju estava solto monitorado com tornozeleira.

Em coletiva nesta manhã, na Capital, a Polícia Civil apresentou o organograma da facção criminosa, que distribuia funções para cada membro. Além de Snype, foram alvos Wanderson Pinheiro, o Caju, relações humanas da organização em Cuiabá, Aldemir de Assis Campos, o Japa, Gilson dos Santos, o Tião/Russo, Amaury Milhomem, o Sofrimento, Fabio Barbosa, o Barbosa, Carla Eduarda dos Santos, a Duda, e Emmylee Souza, a Princesinha. As garotas foram presas em Barra do Garças.

De acordo com o secretário estadual de Segurança Pública (Sesp), Gustavo Garcia, as ações realizadas pela Polícia Civil no combate ao crime organizado em Mato Grosso, foram silenciosas, firmes e eficientes. O secretário, acompanhado por delegados que coordenaram a operação, destaca as medidas tomadas pela Sesp.

Organograma disponibilizado pela Polícia Civil mostra identidade e função de alguns membros da facção criminosa

Ainda conforme as investigações, as ações do Comando Vermelho obedeciam uma hierarquia a partir do Presídio Federal de Catanduvas, onde está preso Renildo Silva Rios, mesma penitenciária onde o considerado fundador do CV em Mato Grosso, Sandro Louco, está recluso. Snype determinava o que deveria ser feito. A Polícia Civil descobriu ainda que a facção possuía um organograma com a distribuição de conselhos integrados por outros detentos.

 

PUBLICIDADE

Anuncie - Naves

LEIA POR EDITORIA

Comentários