Policial

INVESTIGAÇÃO

Operação Quadro Negro investiga Centros de Educação Profissional

A Operação Quadro Negro – que apura um esquema de desvio de recursos de obras em escolas estaduais – ampliou as investigações para pelo menos outros 18 colégios de diversas regiões do Paraná. Há indícios de liberação de pagamentos para construtoras a partir de medições fraudulentas do andamento dos trabalhos. Sete obras investigadas correspondem a Centros Estaduais de Educação Profissional (CEEPs) – dentre elas, a de Medianeira. 

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Em 29 de outubro de 2015, o Jornal Mensageiro publicou uma reportagem sobre o Centro Estadual de Educação Profissional de Medianeira (CEEP), pois naquela época, as obras estavam paralisadas há cinco meses. O CEEP era construído através do Programa Brasil Profissionalizado – FNDE/MEC, tendo como Agentes Participantes Governo Federal, Estadual e Municipal; executada pela empreiteira Élos Engenharia Ltda., de Realeza.

Era projetadO para ter uma área de 6.500 metros quadrados, composta de salas de aula, laboratórios, biblioteca, cozinha, refeitório, anfiteatro, banheiros, quadra esportiva e bloco administrativo; em um terreno de 20 mil metros quadrados, localizado no Parque Independência, doado pela prefeitura. Orçada em cerca de R$ 7 milhões, atenderia 1.200 estudantes, em cursos técnicos de automação industrial, refrigeração/climatização e eletromecânica a nível médio. O novo Centro também poderia trazer benefícios para a qualificação da mão de obra na região, preenchendo uma lacuna no ensino técnico do município.

A edificação começou em 21 de outubro de 2013, estava prevista para ser concluída em 21 de agosto de 2014 e está paralisada desde junho de 2015. Na época, a reportagem fez vários contatos para verificar o porquê da paralisação e quando reiniciariam as obras, mas nenhuma informação nos foi repassada. E como prometido, assim que tivéssemos esclarecimentos, publicaríamos. Agora, a Centro Estadual em Medianeira está na mira da investigação do Ministério Público do Paraná, pela segunda fase da Operação Quadro Negro. Assim como em Ibiporã, Maringá, Campo Largo, Londrina, Colorado, Paranaguá e Bandeirantes, há indícios de irregularidades no pagamento às construtoras, fraudes nas medições ou incertezas relacionadas aos motivos pelos quais as empresas abandonaram as obras e quanto receberam.

Com a ampliação da operação, deve-se constatar que os desvios já causados pelo esquema de corrupção são bem maiores que os R$ 20 milhões apontados até agora pelas investigações.

Assim está o Centro de Educação Profissional de Medianeira – obras paralisadas.

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LEIA POR EDITORIA

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