Política

PARANÁ

“Batalha de Curitiba” deve decidir eleição entre Osmar, Ratinho e Cida

Os três principais nomes que já estão colocados para a disputa do governo local em 2018 vêm do interior

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Nos últimos 27 anos o Paraná foi sempre governado por políticos que, antes, tinham passado pela prefeitura de Curitiba. A regra vale para Roberto Requião, Jaime Lerner e Beto Richa. O interior costumava ficar com a vice, como nos casos de Mario Pereira, Orlando Pessuti, Emilia Belinatti e Cida Borghetti.

Agora, parece que esse jogo virou. Os três principais nomes que já estão colocados para a disputa do governo local em 2018 vêm do interior. A começar pela própria Cida Borghetti, de Maringá, que deve assumir o governo interinamente a partir de abril. Ratinho é de Jandaia. Osmar, nascido no interior de São Paulo, tem título em Maringá.

A não ser que mais alguém de peso entre na briga, o interior deve comandar o estado. Mas claro que ninguém governa sem antes conseguir os votos da capital, que hoje tem aproximadamente um terço do eleitorado paranaense. E essa batalha por Curitiba que deve começar em breve.

VICES – A vice deve ser um dos modos de atrair eleitores da capital. Gustavo Fruet anda sendo sondado para ajudar na chapa de Osmar Dias, correligionário de PDT. Mas dificilmente troca uma eleição certa em Brasília por uma incerta aqui. “Mas o Osmar tem que arranjar um vice de Curitiba”, diz um analista. “Sem isso, ele está morto.”

E o mercado, segundo os observadores, anda escasso de campeões de voto na capital. Quem estaria disponível? Dos últimos prefeitos, talvez só Luciano Ducci. Dos deputados mais votados aqui, Fruet deve sair para a Câmara, Christiane Yared para o Senado, Francischini provavelmente tentará a reeleição. Rubens Bueno?

Ratinho ainda pode tentar sobreviver sem um vice curitibano, já que tem uma passagem importante pela capital. Chegou a vencer o primeiro turno da eleição para prefeito em 2012, sendo derrotado apenas no segundo. Também tem votos para deputado na capital e alguns apoios de peso em igrejas.

Mas certamente será preciso arregimentar outros cabos eleitorais. E alguns deles estarão fora da disputa propriamente dita. Caso do prefeito Rafael Greca. Depois de conseguir mais de 400 mil votos, Greca voltou a ser relevante na cidade, e tem a máquina da prefeitura na mão. Do lado de quem ele ficará? Seguirá instruções de seu novo líder, Beto Richa?

CASAL RICHA – O casal Beto e Fernanda Richa, aliás, deve ser o maior peso nesse processo todo. Além de o governador ter sido duas vezes prefeito da capital, sua esposa tem uma popularidade impressionante na periferia, em função da passagem pela FAS. E o grupo ainda arrasta vários deputados e vereadores junto.

Uma última peça importante pode ser Ney Leprevost, que acabou deixando Fruet fora do segundo turno no ano passado. O deputado, por enquanto, tem tendência a ir para federal ou senador. Mas também poderia ser uma boa opção para a vice de Ratinho, dependendo do caso.

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LEIA POR EDITORIA

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