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Café Analítico

Medo

Se pararmos para pensar e fazer uma análise da trajetória da nossa vida, em quantas situações deixamos de agir, de tomar alguma decisão importante, de mudar o rumo da vida por conta do medo?

O medo paralisa, atrasa a caminhada, o medo é, sim, um inimigo que nos impede de viver todo o nosso potencial nos mais diversos campos da vida.

O medo de mudar de emprego, o medo de terminar um relacionamento, o medo de machucar quem se ama, o medo de estar errado, o medo de mudar, o medo de encarar a vida de frente, o medo de bancar novas escolhas, o medo de sofrer, enfim, há infinitos medos e cada um de nós tem os seus.

Por medo deixamos de agir, de realizar e de tomar decisões baseados em fantasias sobre as consequências das nossas ações ou sobre o que os outros irão pensar sobre nós.

Sempre que nos acomodamos, que estamos na zona de conforto, criamos várias barreiras (muitas delas imaginárias) para não darmos um passo à frente. Muitas vezes, passamos a vida sem ter coragem de agir e morremos sem ter vivido o que nos faria feliz.

O medo aprisiona. O medo é uma jaula sem grades, um estar preso sem razão. E de onde vem esse medo que nos impede de sermos quem queremos ser? Esse medo, na maioria das vezes, é uma fantasia, um bloqueio em relação às diversas áreas da vida.

E para vencer o medo há que se enfrentar de frente o que se teme. Talvez, seja o único caminho, o do enfrentamento. Jung já dizia que só se vence o medo, fazendo o que se teme. Temos que entender que, muitas vezes, os pensamentos de medo estão em nós, mas não são nossos. Na maioria das vezes, o medo nos é incutido culturalmente, socialmente, em toda a construção externa ao ser e acabamos por aceitar, sem questionamentos, de que ele é nosso.

Estar saudável é estar livre para poder ser e agir de acordo com o que somos, com o que traz paz e, para isso, temos que atravessar a barreira do medo. Pode ser um passo difícil, pois há monstros desconhecidos nessa passagem. Porém, poder olhar para trás e ver que nos superamos, que somos mais fortes que todo o medo que sentimos, nos transforma, nos lapida, nos amadurece.

Como diz o refrão da música do Jota Quest: “Ei, medo, eu não te escuto mais! Você não me leva a nada!”

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Por: Camyle Hart

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa em 1999, atuando por 15 anos na área, em diversos veículos de comunicação do Paraná. Pós-graduada em Comunicação e Mercado na Era Digital.
Formada em Psicologia pela Faculdade Anglo Americano – Foz do Iguaçu, especializando-se em psicologia Junguiana. Atualmente, mantém uma coluna sobre saúde mental nos jornais Nossa Folha e O Mensageiro, ambos de Medianeira. Mantém um blog sobre temas da psicologia e atua como psicoterapeura, no contexto ‘home care’(domiciliar) e online.

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