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Sexting

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A adolescência implica em muitas preocupações por parte dos pais e educadores. Estudos, amizades, aptidões e sexualidade são parte do universo dos jovens e não por acaso é uma fase que requer muitos cuidados por parte dos pais. O impasse entre liberdade e repreensão é algo que tira o sono pois não há uma medida exata. Tanto para os pais, quanto para os jovens, esta fase é de muitas dúvidas e não se tem uma matemática para saber ao certo qual o melhor caminho.

Não bastassem todas as dúvidas e inseguranças desta fase, hoje, com as redes sociais, surge uma nova realidade vivenciada pelos adolescentes: o sexting.

Para muitos pais, o termo ainda não é conhecido, mas é uma nova situação a ser problematizada, conversada, compreendida. Precisamos trazer à luz para sabermos como lidar com este fenômeno. Mas, afinal, o que é o sexting? Sexting é o termo usado para definir o uso da internet para a expressão da sexualidade dos adolescentes.

É o fenômeno no qual os jovens usam as redes sociais para produzir e compartilhar imagens de nudez e sexo. O sexting engloba ainda mensagens de texto eróticas e com insinuações sexuais para namorados, pretendentes e até amigos. Sexting é a junção da palavra sex (sexo) com a palavra texting (mensagem).

Os casos de vazamento de imagens de nudez de adolescentes têm aumentado e isto deve servir de alerta aos pais. As leis relacionadas a este tipo de crime ainda estão engatinhando. A situação mais comum é quando o casal briga ou termina o namoro e um dos dois divulga fotos íntimas por vingança.

É um problema atual e que precisa ser esclarecido, debatido nas escolas. Os pais precisam estar atentos porque depois de divulgadas as fotos, dificilmente consegue-se retirar o conteúdo que se dissemina pela rede. Muitas famílias acabam até tendo de mudar de cidade por conta disso, numa tentativa de recomeço.

Casos de suicídios na adolescência também já são registrados, pois o jovem que tem as fotos divulgadas, muitas vezes, não consegue suportar a vergonha, o medo e a exposição. A fase da adolescência é de muita instabilidade emocional, de muita fragilidade e uma situação destas pode gerar marcas para toda a vida.

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Por: Camyle Hart

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa em 1999, atuando por 15 anos na área, em diversos veículos de comunicação do Paraná. Pós-graduada em Comunicação e Mercado na Era Digital.
Formada em Psicologia pela Faculdade Anglo Americano – Foz do Iguaçu, especializando-se em psicologia Junguiana. Atualmente, mantém uma coluna sobre saúde mental nos jornais Nossa Folha e O Mensageiro, ambos de Medianeira. Mantém um blog sobre temas da psicologia e atua como psicoterapeura, no contexto ‘home care’(domiciliar) e online.

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