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Síndrome de Peter Pan

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Você conhece alguém que, mesmo adulto, não deixa de ter comportamentos infantis? Aquela pessoa que não abre mão do papel de filho para se tornar pai/mãe?

É aquele eterno menino, que mesmo a idade avançando, não se permite amadurecer, sente-se como adolescente e espera sempre ser atendido pelos outros. Geralmente é aquela pessoa que não resolve os problemas, ao contrário, fica lamentando, fugindo, colocando a culpa no mundo e vivendo o papel da vítima. Recusam-se a abrir mão do papel de adolescentes numa mistura de imaturidade psicológica e narcisismo.

A síndrome do Peter Pan costuma aparecer em torno dos 20 ou 25 anos, período em que a pessoa está enfrentando suas primeiras responsabilidades no mundo adulto e não tem qualquer relação com a inteligência, mas com a maneira imatura de tratar as emoções. E a causa de vermos adultos infantilizados, muitas vezes, vem da própria família e da maneira como esta trata a criança. São pais que superprotegem, deixam a criança fazer tudo o que ela quer e, assim, contribuem para a formação de adultos imaturos, que fogem dos compromissos da vida adulta.

Cada vez mais comum, vemos adultos (no sentido cronológico) que postergam a saída da casa dos pais, não buscam o mercado de trabalho, não têm projetos de vida e são incapazes de levar um relacionamento amoroso. São eternos adolescentes que carregam medos e inseguranças e culpam tudo o que acontece ao seu redor os outros, pois não se sentem parte do problema, mas sim vítimas deles. São pessoas que veem vantagem em não assumir compromissos e responsabilidades.

A Síndrome de Peter Pan, então, caracteriza-se pela imaturidade psicológica, social e emocional, além de apresentar comportamentos narcisistas, irresponsáveis e de rebeldia, que camuflam o medo da solidão, do abandono e do fracasso.

O caminho mais eficaz para tratar a Síndrome de Peter Pan é a psicoterapia, onde a pessoa irá olhar de frente para si mesma e ter consciência das suas sombras, por mais dolorosas e desconfortáveis que sejam, e, a partir de então, dar conta de ultrapassar a fase da adolescência.

“Crescer custa, demora, esfola, mas compensa. É uma vitória secreta, sem testemunhas. O adversário somos nós mesmos.” Martha Medeiros

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Por: Camyle Hart

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa em 1999, atuando por 15 anos na área, em diversos veículos de comunicação do Paraná. Pós-graduada em Comunicação e Mercado na Era Digital.
Formada em Psicologia pela Faculdade Anglo Americano – Foz do Iguaçu, especializando-se em psicologia Junguiana. Atualmente, mantém uma coluna sobre saúde mental nos jornais Nossa Folha e O Mensageiro, ambos de Medianeira. Mantém um blog sobre temas da psicologia e atua como psicoterapeura, no contexto ‘home care’(domiciliar) e online.

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