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AGRICULTURA FAMILIAR

Atividade técnica com produtores do Oeste aborda produção de tomate agroecológico em estufa

Um grupo composto por 24 agricultores familiares do município de Matelândia participaram de atividades técnicas voltadas a boas práticas da produção de tomate em estufa. A dinâmica foi ministrada pelo técnico em agropecuária da Cooperativa de Trabalho e Assistência Técnica do Paraná (Biolabore), Dari Vargas, na propriedade de José Lucir Rodrigues, na comunidade Rio Dalazem.

A atividade desenvolvida pela Biolabore é financiada pela Itaipu Binacional, por intermédio do Programa de Desenvolvimento Rural Sustentável.

Entre os assuntos destacados com os produtores esteve o aproveitamento de insumos naturais básicos gerados na propriedade, caso de estercos orgânicos curtidos. “Foram adquiridos apenas calcários de concha e fosfatos naturais”, explica Dari Vargas.

O sistema de irrigação utilizado, e o mais adequado, consiste no gotejamento, com dose na medida, sob forma de melhor utilizar o produto na planta.

Homeopatia

A maior ênfase foi dada à homeopatia. “Ela tem ação em tudo. Cinco produtos homeopáticos veem sendo utilizados do início ao fim ciclo da cultura, já com mostras de melhor vigor, sanidade e patrão dos frutos”, revela Vargas. “Levando-se em conta que a produção de tomates é de alto risco, é difícil de produzir e altamente suscetível a doenças, além de possuir, em geral, muitas carências nutricionais, notou-se neste trabalho um resultado bastante positivo, apresentando melhor vigor, sanidade e padrão de qualidade”, explica.

Conforme o técnico, em condições normais é possível se obter de 2kg até 10kg, com média nesta unidade de 2,5 kg. “Vale salientar o baixíssimo custo apresentado nesta unidade com plantio de 450 pés, com uma rentabilidade média prevista de cerca de R$ 4,5 mil com custo de aproximados R$ 600, ou seja, luro de R$ 3,9 mil”, calcula. “De nada adianta melhorar a sanidade a custos altos, devido exatamente aos riscos impostos à cultura”, completa o técnico.

Essa produção destina-se à merenda escolar, já empregada neste ano com o início das aulas, bem como para o Batalhão do Exército Brasileiro baseado em Foz do Iguaçu, mostra do destaque dos produtos sem adição de agrotóxicos nos alimentos.       

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