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Copa América pode ser a derradeira competição de Tite

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Tite balança, mas não cai. Dois amistosos que praticamente não levaram a nada. A não ser, expor a seleção ao ridículo, principalmente após o empate diante do Panamá. Mas o que mais me deixa intrigado é querer saber se o treinador é de fato o responsável por escalar ou convocar jogadores. O cara é craque no Brasil, no entanto, não pega nem vaga em segunda divisão do futebol europeu. Mas aqui, a mídia diz que o cara é craque. Não vai bem na Europa, volta para o Brasil, faz alguns gols e já começa a turma que quer vê-lo na seleção. É por essas e outras que estamos assim, numa gangorra impressionante, de sobe e desce. E o que era unanimidade se vê questionado por quase todos. Por outro lado, a CBF não consegue programar amistosos com seleções mais gabaritadas, mais fortes e, com isso, se sujeita enfrentar adversários que mal sabem que a bola é redonda.

Já escrevi aqui nesse espaço, que jogo é jogo, treino é treino. No entanto, se você treinar apenas contra o time B, vai se adaptar as dificuldades de time B. É preciso aprender e reaprender. Claro que também é preciso enfrentar adversários de qualidade técnica mais baixa, até para promover o futebol, divulgar a marca e satisfazer patrocinadores. Mas sempre a mesma coisa, não dá.

Estamos vendo diariamente a penúria que alguns clubes estão passando. E isso se reflete também dentro de campo. Salários atrasados, jogadores fazendo corpo mole e torcedor insatisfeito. Só isso basta para afundar qualquer um. Não há treinador que aguente no cargo. Mas em se tratando de seleção, o treinador ganha uma fortuna, tem supostamente a melhor equipe técnica e de observadores, lhe resta a obrigação de fazer sempre o melhor. Mas não vai ganhar todas, isso é certo. Até porque, os outros também aprendem. Mas é preciso jogar bem, ganhar e jogar bem, perder e jogar bem. É o básico. E mais, não devemos depender de um só jogador. Por mais que seja considerado um craque. No entanto, particularmente, penso que não há grandes craques no Brasil de hoje. Há bons jogadores, acima da média. Mas apenas bons jogadores. Vem aí a Copa América. Talvez a derradeira competição para o atual treinador.

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Por: João Hermes

Radialista e cronista esportivo do Jornal Mensageiro desde 1985.

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