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Descaso e falta de sensibilidade

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Estamos passando por um momento delicado. Não apenas no cenário político, no esporte também está assim. Cheio de problemas, sempre foi. No entanto, parece-me que não aprendemos com os erros. Estamos corrigindo problemas apenas quando surgem. Não trabalhamos com a prevenção. Fala-se muito e age-se pouco.

O mais recente dos absurdos, ainda está relacionado a tragédia em que morreram 10 garotos das categorias de base no Centro de Treinamento do Flamengo. São dez vidas que foram desperdiçadas e, talvez, algumas delas poderiam se tornar carreiras de grande destaque, ajudando a tirar as famílias de dificuldades financeiras. Porque, afinal, todo garoto que joga futebol, sonha um dia vestir a camisa de um grande clube, talvez até no exterior, seleção e, com isso, fazer o pé de meia e ajudar seus familiares.

Mas o Flamengo usar como justificativa o ocorrido na Boate Kiss em Santa Maria, traçando alguns comparativos, beira a loucura, a insanidade. Foram duas tragédias. Mas uma não se compara a outra. Há de se punir culpados, sim. Afinal, quem são os responsáveis por zelar pela vida desses jovens? A quem cabe vistoriar tais alojamentos para que não se transformem em depósitos de garotos em início de carreira, longe de seus familiares? Descaso e falta de sensibilidade total. A punição deve ser exemplar. Em todos os casos, sem comparação.

Mesmo assim, a vida segue. Esta semana iniciaram os treinos para a temporada 2019 da F-1. E um dos destaques desse trabalho foi um garoto chamado Pietro Fittipaldi, piloto de testes da Haas, que surpreendeu a todos ao escalá-lo para testar o carro na semana de treinos. E chamou atenção pelo desempenho, sempre entre os 10 primeiros, chegando a figurar com o sexto melhor tempo. A equipe norte-americana sabe que o jovem piloto tem DNA forte. Quem sabe não está aí um novo e forte concorrente para ocupar um lugar entre as melhores equipes da Fórmula 1.

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Por: João Hermes

Radialista e cronista esportivo do Jornal Mensageiro desde 1985.

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