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Falta muita coisa para o futebol feminino melhorar ainda mais

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Eu me sinto incomodado cada vez que tento ver algum programa de esporte na TV, onde tem muito das tais “mesas redondas” ou outras denominações, e que, invariavelmente, entra em debate o tema Neymar.

Digo isso, pois os canais esportivos não cessam de debater esse assunto, que para mim, pessoalmente, chegou no limite. Um cara que não me representa, penso que não representa também meu país e, acima de tudo, ganhou o que até agora? Certamente muito dinheiro. E só. Chegaram ao ponto de dizer essa semana que ele não se sente feliz no PSG, como se isso fosse um fator preponderante para que mostrasse bom futebol. Olha, falar que tal jogador não está feliz neste ou naquele país, pois sente saudade de casa, da família, vá lá, eu entenderia. Mas isso que vem acontecendo com o santinho, é demais. Mídia e dinheiro. É o que interessa. E agora o tema é a volta ao Barcelona, como se isso fosse a salvação. E por que saiu?

Por outro lado, estamos num momento interessante, vendo Copa América e também o mundial feminino. As meninas tentando, na superação, mostrar que merecem mais respeito e mais investimentos. Temos muitos talentos pelo Brasil fora, no entanto, que interesse elas podem ter, jogando e não conseguindo se sustentar ou sustentar famílias? Nenhum. Falta patrocinadores, falta atenção especial dos órgãos de imprensa em coberturas de competições, interna e externa, falta tudo.

Já na Copa América, o papo de sempre. Ingressos caros que afastam o torcedor dos estádios. Sabemos há muito que o poder aquisitivo do brasileiro não é lá essas coisas. Então, porque majorar dessa forma os valores cobrados, como se fosse futebol europeu? Soma-se a isso, a qualidade técnica dos times. Ao ponto de até a seleção brasileira ser vaiada em seu jogo de estreia.

Podemos melhorar, eu sei, tanto no fator econômico como no futebol. Estamos devendo isso tudo ao povo brasileiro. Está mais do que na hora de resolver isso.

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Por: João Hermes

Radialista e cronista esportivo do Jornal Mensageiro desde 1985.

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