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Investir alto com risco de não ter retorno

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Em qualquer lugar que você abra ou algum site de notícias sobre esporte, o que mais se vê atualmente é assunto relacionado a contratações. E não são poucas. Mas, o que aconteceu para que isso tenha reflexos tão grandes no momento? Choveu dinheiro nos caixas dos clubes? Talvez tenha mesmo chovido alguma coisa. Mas não é bem assim.

Vejo que os clubes estão apostando em reforços caros com o objetivo de mudar a situação atual, com falta de títulos, com cobrança dos torcedores e ausência em outras competições maiores.

É exatamente esse meu pensamento com relação à situação de momento. O clube só vai fazer caixa com soma de títulos, aumento no número de torcedores nos estádios, consequentemente aumenta também a renda em cada jogo, e acima de tudo, “pode” negociar esse mesmo atleta contratado com clubes de fora e ainda faturar bem.

Por outro lado, tem duas questões que devem ser bem avaliadas. A primeira, é que, “se os títulos não vierem”, como vai ficar a situação financeira do Clube? Sabemos que grandes patrocinadores no Brasil ainda não existem como para os times da Europa, que trazem em suas camisas marcas famosas e que injetam muito dinheiro por isso.

Então, dependem quase que exclusivamente do faturamento com aumento de associados, renda nos jogos e premiação por títulos. A segunda questão é, talvez, a mais importante que a primeira: e a renovação, os novos talentos, as categorias de base, como ficam?

É da base que saem os futuros craques, mas que precisam de investimento dos clubes. E craques da base representam no futuro, não apenas um bom time, mas também um retorno financeiro considerável em negociações para fora do país. O problema aqui é o empresário que cuida da carreira dos jovens, que ávidos por negócios, não se preocupam com o formador de craques.

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Por: João Hermes

Radialista e cronista esportivo do Jornal Mensageiro desde 1985.

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