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Libertadores manchada pela impunidade

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E o prêmio maior vai para…. o infrator! Sim, mesmo considerando-se que jogou um bom futebol, que tenha, vá lá, o melhor time no momento, o River Plate, campeão da Libertadores, foi premiado como o time que escapou de sofrer sanções pelas inúmeras infrações cometidas e que a Conmebol não teve coragem de punir.

E a mais grave de todas elas talvez tenha sido a agressão que os jogadores do Boca sofreram no ataque ao ônibus da delegação quando chegava ao estádio para o segundo jogo da decisão.

Isso obrigou a Confederação a adiar a decisão do título. E nessa história da decisão, como todo bom argentino, não poderia ter escolhido melhor lugar e o melhor estádio. Espanha, Estádio do Real, em Madrid.

E deu no que deu. Agora o River está no Mundial de Clubes e também garantido na Libertadores do próximo ano. E se os clubes não se unirem contra esse tipo de problema, tudo pode acontecer novamente. E sobre o Mundial de Clubes, a equipe argentina entra como uma forte favorita ao título, mesmo que tenha por lá um tal de Real Madrid mais uma vez e habituado a ganhar títulos. Ganhar ainda é pouco. Empilhar títulos seria o mais correto.

Quero finalizar essa semana, prestando homenagem a um grande amigo que faleceu no domingo: Estanislau Disner. O “alemão” da Cabeceira do Represo era uma grande pessoa, bom pai e um excepcional amigo. E gostava muito de esporte. Tanto que lutou, não muito tempo atrás, para construir uma cancha sintética de bocha que mais tarde foi desativada; gostava muito do seu Corinthians da Cabeceira do Represo, onde também teve envolvimento junto com a comunidade na edificação de um campo melhor, com alambrado e muitas outras situações. Sempre trabalhando em favor da comunidade, torcedor do Internacional e aquilo que se costuma dizer em situações de muito trabalhado: “pau pra toda obra”. Se tinha defeitos, não cabe a mim julgar isso. Cada um deve cuidar dos seus. Mas foram muitas vezes em que caminhávamos juntos na roça e conversávamos sobre família, amigos e trabalho. Boas lembranças e uma saudade que será eterna.

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Por: João Hermes

Radialista e cronista esportivo do Jornal Mensageiro desde 1985.

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