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Mãe brasileira ganha prêmio da Fifa por narrar jogo para filho cego

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Começo falando de Sílvia Grecco. Quem? É meus amigos, Sílvia Grecco é mãe de um menino cego, que assim como seu filho, é torcedora do Palmeiras, leva o garoto aos jogos do verdão, e como ele não enxerga, narra o jogo ao lado dele, contando os lances da partida, vibrando junto a cada gol que o time marca.

E agora, depois de sete anos fazendo isso, foi flagrada por um jornalista narrando o jogo para o filho, essas imagens correram o mundo e a brasileira concorreu ao prêmio junto com a torcida holandesa da Copa do Mundo de Futebol Feminino e o uruguaio Justo Sánchez. Mas só chegar à premiação da Fifa já teria sido um grande prêmio. E durante o evento realizado em Milão, na Itália, Sílvia e Nickollas, além de conhecerem grandes ídolos do futebol, também venceram a disputa. Uma vitória do amor de mãe. Uma vitória da solidariedade. Uma vitória para mostrar ao mundo que somos todos iguais.

Por outro lado, quando menos se espera, lá está ele outra vez: Messi de todos os Messis.

Pela sexta vez, o argentino do Barcelona ganhou o prêmio de melhor do mundo. E olha que a disputa mais uma vez foi com feras. Só feras. Van Dijk do Liverpool e Cristiano Ronaldo da Juventus. A qualidade do argentino está passando por todas as marcas. Não há como esconder que se trata de um gênio. Uma pena que jogando com a seleção da Argentina não consegue um desempenho similar.

Mas é de uma categoria imensurável. É encantador vê-lo jogar, a forma como trata a bola, não castiga a “redondinha” e faz gols, uma pilha de gols. Na temporada 18/19, marcou 54 gols em 58 partidas. Uma marca extraordinária. Já Megan Rapinoe foi eleita a melhor jogadora do mundo, nada mais do que justiça feita. E assim como Sílvia, citada lá no começo, discursou também falando de amor e respeito. Foi tudo muito lindo. E emocionante.

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Por: João Hermes

Radialista e cronista esportivo do Jornal Mensageiro desde 1985.

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