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Mais comprometimento e menos disputas midiáticas

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Já não sei o que dizer. Mas é muita frustração. Esperava-se mais. Isso não aconteceu. Já na estreia, um empate que ficou com o amargo gosto da derrota não nos inspirou muita confiança. Depois um sofrido 2 x 0 sobre a Costa Rica e mesmo placar contra a Sérvia. Não conseguimos impor medo nos adversários. Associe isso a uma guerra de palavras através de redes sociais e entrevistas. Perdemos em tudo. Faltou mais comprometimento. Havia, mas faltou mais. E menos atuações midiáticas.

Deixamos de ser o país do futebol e passamos a ser o país que quer vencer pelo cai-cai. Aliás, aquele atleta que gosta de estar sempre colado nas mídias, bem que poderia ter jogado um pouco mais.

Junte nessa receita também, as dificuldades que Tite teve com o grupo quando passou e ter dois problemas: o primeiro e mais grave, na minha opinião, foi quando começou o rodízio de capitães. Faltou liderança e isso também provoca uma desconfiança de disputa interna pela braçadeira de capitão. A segunda quer me parecer que as lesões de última hora tornaram a vida do treinador mais complicada.

Enfim, se mantiver o treinador no cargo até a próxima Copa, será preciso renovar. Montar uma nova equipe, com os talentos que hoje estão despontando e que não tiveram chance na Rússia. E são muitos. Mas, se eu fosse o treinador, não levaria o cai-cai. Não o enxergo como um atleta que de fato tenha espírito de equipe.

Mas a grande notícia da semana, não foi essa reta final de Copa. Foi a transferência de Cristiano Ronaldo para a Juventus da Itália. A idade não deverá atrapalhar o jogador, que está numa forma física exuberante. Depois de muitas glórias com o poderoso Real Madrid, CR7 tem agora o papel fundamental de levar “la vecchia signora” a conquistar grandes títulos, entre eles, o mais cobiçado, a Liga dos Campeões. E nesse quesito, CR7 é especialista. Mudar de ares faz bem. No futebol, ainda mais.

 

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Por: João Hermes

Radialista e cronista esportivo do Jornal Mensageiro desde 1985.

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