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Um país que não cuida de seu povo, que futuro pode esperar dele?

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Iniciamos o ano de 2019 estupefatos. Incrivelmente esses primeiros dias de um ano novo está deixando marcas que dificilmente vamos superar. São feridas que não cicatrizarão. Como dizem de modo muito popular, “a bruxa andou solta”.

De Brumadinho-MG até a queda do helicóptero que transportava Ricardo Boechat, foram notícias tão impactantes que fica a sensação que estamos vivendo num momento de horror. A tragédia de Brumadinho é mais uma na conta do Brasil que, volto a dizer, não percebe o tamanho do estrago ambiental que aconteceu. Sem contar com mais de uma centena de mortos já confirmados, vidas que se perderam e famílias que tiveram seus sonhos interrompidos.

Logo depois, enchente e morte no Rio de Janeiro. Uma tragédia anunciada. A cada estação de chuvas, alagamentos e transtornos na vida das pessoas. Mais mortes.

Ainda no Rio de Janeiro, uma tragédia no esporte. O incêndio no alojamento dos meninos das categorias de base no Centro de Treinamento do Flamengo deixou mais uma vez o Brasil de queixo caído, buscando uma explicação razoável do que de fato aconteceu e quem são os culpados. Sem punição não haverá credibilidade dos órgãos fiscalizadores, sejam eles do município, estado ou o governo central.

Assim como ocorreu na boate Kiss, em Santa Maria, vamos ver instituições se mobilizando para apertar a legislação, a fiscalização sendo mais dura e por aí vai. Mas, isso somente agora, depois da tragédia, depois do desastre.

Tudo se repete outra vez. Um país que não cuida de seu povo, que futuro pode esperar dele? O que dizer às famílias daqueles jovens que sonhavam se fazer na vida correndo atrás de uma bola? E repito: quantos sonhos foram aí interrompidos?

E por fim, a morte de Ricardo Boechat também deixou o país de luto mais uma vez. A queda do helicóptero que o transportava nos deixou sem reação. Com uma linha de atuação cativante, senso crítico afinado e vasto conhecimento. Homem de família e de uma personalidade forte, deixa uma lacuna no meio jornalístico que não será preenchida tão cedo. Que começo de ano… que começo de ano, gente!

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Por: João Hermes

Radialista e cronista esportivo do Jornal Mensageiro desde 1985.

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