Economia e Negócios

DIÁLOGO

Frimesa recebe BNDES para diálogo sobre fontes de financiamentos

Encontro envolveu as cooperativas singulares e de crédito para apresentar as necessidades de acesso ao mercado financeiro.

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A Frimesa Cooperativa Central e suas filiadas – Lar, C.Vale, Copagril, Copacol  e Primato –  recebeu na última sexta-feira (21) o diretor de Crédito e Garantia do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Petrônio Duarte, diretor de infraestrutura Concessões Parceria Público-Privado, Fábio Abrahão e o diretor de mercado de capitais participações e reestruturações de empresas, Bruno Laskoesky.

A programação contou apresentações institucionais e de projetos das cooperativas e visitas nas instalações das cooperativas Frimesa e Lar. No período da tarde, as cooperativas de crédito Sicredi, Sicoob e Cresol se reuniram com os diretores do BNDES para apresentar seus potenciais financeiros e trocar sugestões.

De acordo com o diretor, Petrônio Duarte, é fundamental as visitas para conhecer as necessidades de financiamentos para as cooperativas. “Queremos ajudá-las a acessar ao mercado e, principalmente, divulgar os programas de incentivo do BNDES. Também precisamos, juntos, levar o modelo de gestão do cooperativismo para outras regiões do Brasil”, explica.

Parcerias

O BNDES financiará a ampliação da capacidade produtiva da Frimesa e da Lar. As operações possibilitarão a criação de 9 mil empregos durante a fase de implementação dos projetos e outros 5.800 para operação das indústrias, após a conclusão. As ampliações irão gerar renda para os pequenos produtores rurais cooperados. Os financiamentos somam R$ 633,9 milhões, sendo R$ 490 milhões para a Frimesa e R$ 143,9 milhões para a Lar.

“Também queremos ter uma melhor comunicação com as cooperativas. O sistema cooperativo agropecuário brasileiro possui quase um milhão de cooperados. Esse tipo de operação é uma forma eficiente de beneficiar os produtores rurais, em especial aqueles de pequeno e médio porte, além de ser importante para o desenvolvimento econômico regional e do agronegócio do País”, reforça o diretor de Crédito e Garantia do BNDES, Petrônio Cançado.

Do montante destinado à Frimesa, o BNDES liberará R$ 370 milhões de forma direta e os R$ 120 milhões restantes serão repassados de forma indireta. Os recursos serão investidos na construção e instalação de uma nova unidade frigorífica para abate de suínos e produção de frigorificados, localizada em Assis Chateaubriand (PR), com capacidade de processamento inicial de até 3.750 cabeças por dia e 7500 cabeças em dois turnos.

“A operação de financiamento realizada pelo BNDES é de vital importância no projeto de expansão da suinocultura da Frimesa e suas cinco cooperativas filiadas, oportunizando ainda a diversificação de renda dos produtores rurais”, destaca Valter Vanzella, diretor-presidente da cooperativa.

A Lar, cooperativa singular usará os recursos para investir em três unidades localizadas em Santa Helena (PR): a Unidade de Recria de Aves, que abriga os frangos para reprodução e será beneficiada com a expansão e construção de três outros núcleos de recria; a Unidade Produtora de Pintainhos, a ser contemplada com o aumento da capacidade de incubação de ovos férteis e produção de pintainhos; e a Unidade Industrial de Rações, que receberá a implantação da quinta paleteira. O apoio também contemplará a construção da Unidade de Recepção, Beneficiamento e Armazenagem de Grãos da cooperativa, em Medianeira (PR).

SOBRE A FRIMESA

Presente no mercado brasileiro de alimentos há 44 anos, a Frimesa Cooperativa Central do Oeste paranaense industrializa a matéria-prima de produtores de cinco cooperativas filiadas – Copagril, Lar, C.Vale, Copacol e Primato. Atua no segmento de carne suína e derivados de leite com foco na produção de alimentos de valor agregado.

A Frimesa possui um portfólio de mais de 440 produtos e o faturamento de 2020 chegou aos

R$ 4,29 bilhões. São 8.106 colaboradores e mais de 20.000 pessoas envolvidas nas cadeias de suíno e leite. É a 4ª maior indústria de carne suína do Brasil, 1ª maior empresa do Paraná em abate suíno e a 3ª maior indústria de lácteos do Paraná.

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