Especial

SALVANDO VIDAS

A importância da doação de sangue na pandemia

O Dia Mundial do Doador de Sangue foi celebrado nesta segunda-feira (14). É uma data para homenagear todos os doadores, e conscientizar os não-doadores sobre a importância deste ato, que é responsável por salvar milhares de vidas. Na reportagem, um pouco sobre o Hemonúcleo em Foz do Iguaçu, a importância de doar sangue na pandemia e a situação do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar).

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Anexo ao Hospital Ministro Costa Cavalcanti, o Hemonúcleo de Foz do Iguaçu trabalha permanentemente com estratégias de captação de doadores, mobilizando a população para que incorpore a doação de sangue de forma consciente e habitual. Mesmo porque é preciso que as doações ocorram regularmente para que a unidade possa atender às demandas com tranquilidade.

O Hemonúcleo tem o dever de trabalhar para preservar a saúde dos candidatos à doação e também a dos pacientes que irão receber a transfusão. A doação não traz nenhum prejuízo ou risco para quem a realiza. A triagem clínica é rigorosa e o candidato só doa sangue se estiver em boas condições de saúde. Segundo a assessoria de comunicação do Hemonúcleo, regularmente é mantida uma média mensal de sangue. “Como fazemos parte da 9ª Regional de Saúde, que engloba municípios de Foz do Iguaçu a Cascavel, temos o cadastro dos doadores com os respectivos tipos sanguíneos e equipe responsável para fazer o trabalho preventivo de mantermos um estoque regular; mesmo com a chegada da pandemia em março do ano passado, mantendo 1.100 coletas mensais, que abastecem oito Hospitais da Regional. Com isso, estamos entrando em contato e pedimos para que a pessoa colabore conosco, pois ela poderá salvar a vida de quem sofreu algum acidente, está enfermo ou necessita passar por cirurgia de emergência”.

O candidato à doação deve se dirigir ao Banco de Sangue e seguir algumas condições: ter entre 18 e 69 anos de idade, pesar acima de 50 quilos, ser saudável, estar bem alimentado com comidas leves, ter dormido no mínimo seis horas; não estar gripado, resfriado ou alérgico; não ter tomado antibiótico nos últimos 15 dias, não ter feito tatuagem, piercing ou micropigmentação nos últimos 12 meses, não ter diabetes ou estar grávida, e apresentar documento oficial de identidade com foto. Homens podem realizar quatro doações em 12 meses, com intervalo mínimo de 60 dias entre as doações; e as mulheres podem fazer três doações em 12 meses com intervalo mínimo de 90 dias.

Sobre quem já foi imunizado com a vacina contra a Covid-19 ou ficou doente, a assessoria informou: “As pessoas podem fazer doações normalmente, desde que aguardem o período estipulado para cada tipo de vacina. A Coranovac/Butantan estabelece um prazo de 48 horas após a aplicação para que o cidadão possa fazer doação de sangue. A AstraZeneca/Fiocruz e a Pfizer/Comirnaty/BioNtech pedem o intervalo de sete dias para a doação. Quem já se recuperou do Coronavírus, também pode ajudar outros pacientes doando plasma. Um dos componentes sanguíneos, a parte líquida do sangue, o plasma de pacientes que tiveram a doença pode concentrar uma grande quantidade de anticorpos que agem no combate à infecção – é o chamado plasma hiperimune ou plasma convalescente. E no caso dessa doença, a transfusão é feita no início da infecção, nos primeiros cinco dias, em pacientes que não estejam com o pulmão muito comprometido e sempre com autorização dos familiares”.

Sobre doadores da região que estiverem interessados na boa causa, a assessoria explicou: “Não temos equipe suficiente para nos deslocarmos até outras cidades. No entanto, caso a pessoa não tenha condições de deslocar-se até Foz do Iguaçu, deverá entrar em contato com a secretaria de Saúde do seu município, agendar data e será disponibilizado transporte até o Hemonúcleo para a doação. Além disso, há uma ONG em Medianeira (Anjos do Bem) que periodicamente vem até aqui para fazer doação de sangue”, afirmou.

ASSOCIAÇÃO ANJOS DO BEM – Aproveitando a ocasião, a Associação de Combate ao Câncer Anjos do Bem de Medianeira, autoridades municipais e demais voluntários da Liga do Bem estiveram em Foz do Iguaçu no último sábado (12), somando forças para ajudar a salvar vidas. Dentre os doadores, está a voluntária Luísa Alexius Matté, doadora há cerca de três anos. Ela confirma a importância do ato. “Não é apenas um ato de amor ao próximo, mas de doar vida e esperança; ainda mais nesse período em que os bancos de sangue estão com estoques muito baixos por causa da pandemia. Agradecemos a todos que dispuseram seu tempo para salvar mais vidas doando sangue e medula óssea”, completou.

HEMEPAR – “Doa a quem doer, doe sangue” já ensinava em forma de música o antigo seresteiro. E ganha caráter de urgência quando se olha o estoque de plaquetas e hemácias do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar). O banco de sangue do Estado está 40% abaixo do recomendável, dificuldade impulsionada pelo aumento da demanda nos últimos 40 dias, como explicou a diretora-geral do Hemepar, Liana Labre de Souza. De acordo com ela, as unidades têm sido bastante exigidas em decorrência do salto no número de acidentes com traumas, especialmente àqueles automobilísticos. “O momento é grave, precisamos de doação. Nosso estoque de plaquetas e hemácias não é suficiente para três dias. São cerca de duas mil bolsas de sangue a menos por mês quando comparamos com o mesmo período do ano passado”.

O Hemepar é responsável no Paraná pela coleta, armazenamento, processamento e distribuição de sangue para 385 hospitais públicos, privados e filantrópicos, além de atender 92,8% de leitos SUS no Estado. O agendamento é feito através do site: www.agendamento.pr.gov.br e o atendimento é feito com oito pessoas a cada meia hora para evitar aglomerações.

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