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TABAGISMO

Debates sobre os riscos do Cigarro Eletrônico marcam o Dia Nacional de Combate ao Fumo

Tempos atrás era normal e até bonito fumar. Principalmente os homens que fumavam eram bem vistos diante aos grupos sociais. Era sinônimo de Status. Atualmente estes mesmos homens buscam tratamento na tentativa de parar de fumar.

No entanto, o que “roubou” o lugar do cigarro, até poucos anos foi o Narguilé e agora são os cigarros eletrônicos, em alta no público jovem, inclusive com o consumo de adolescentes. Se engana quem acha que estes PODS, como são conhecidos, são inofensivos.

Inclusive, eles possuem formatos atrativos, que se confundem com pendrives e podem ser confundidos pelos pais, em caso de utilização dos filhos adolescentes, com chaveiro, chocolate refeição, pendrive, material para confecção de cartazes ou uso em trabalhos escolares, o que pode torna-los perigosos para a saúde.

Durante todo o mês de agosto, durante as atividades alusivas ao Agosto Azul, a responsável pelo programa de combate ao tabagismo da secretaria de Saúde de Missal, Zenaide Kaefer, trabalhou o tema, apontando os perigos de qualquer uma das formas de utilização.

Dia Nacional de Combate ao Fumo – 29 de agosto

O Dia Nacional de Combate ao Fumo, comemorado em 29 de agosto, tem como objetivo reforçar as ações nacionais de sensibilização e mobilização da população para os danos sociais, políticos, econômicos e ambientais causados pelo tabaco. Criado em 1986, a data inaugura a normatização voltada para o controle do tabagismo como problema de saúde coletiva.

Ações em Missal

O município desenvolve a prevenção e oferece o tratamento via Ministério da Saúde em parceria com o Instituto do Coração de São Paulo (INCOR) e optou por desenvolver ações educativas. Porém, o objetivo central é a prevenção do consumo de qualquer das substâncias, sejam os cigarros tradicionais, Narguilés e os PODS.

Entre as ações já realizadas, palestras e conversas em sala de aula com o objetivo de sensibilizar os alunos e educadores para a mais nova armadilha da indústria do tabaco chamada cigarro eletrônico ou POD, cujo público alvo, são os adolescentes e jovens, totalmente desinformados dos efeitos nocivos desta nova moda.

Inclusive há um trabalho importante de conscientização dos pais que consomem os cigarros eletrônicos próximos aos filhos (crianças), imaginando que sejam inofensivos para a saúde destas, quando na realidade ela tem sido considerada como uma doença pediátrica e as crianças acabam sofrendo o impacto do consumo dos pais.

Informações

A utilização do cigarro eletrônico acarreta risco de acidentes graves e até morte, pela possibilidade de explosão. Na sua composição há concentração de substâncias altamente tóxicas, inclusive medicações. Quem utiliza este item não faz ideia da gravidade dos efeitos colaterais ao tragarem uma quantidade de nicotina bem mais concentrada do que nos demais cigarros comuns e narguilé.

Os cigarros eletrônicos tem o agravante de conterem sabores para amenizar o efeito de ardência, na garganta ao tragarem, por conta de componentes e ácidos, extremamente prejudiciais as vias aéreas, diminuindo a oxigenação corporal e cerebral. 

Por não deixarem resquícios de odor em quem faz uso, exceto aroma no ambiente, características estas de odor e sabor, pelas quais os adolescentes sentem-se atraídos o que permite que escondam dos pais o hábito vicioso.

Muitos pais só percebem seus filhos iniciados neste novo vicio, após presenciarem alterações comportamentais e de sono, bem como grande aumento de ansiedade inclusive com menor rendimento escolar.

Devido ao alto custo dos dispositivos a manutenção deste vicio faz com que os adolescentes e jovens, já dependentes, optem pelo uso de cigarros comuns cujos são porta de entrada para outras drogas.

Os adolescentes e jovens ainda estão em formação das suas competências emocionais e fisiológicas relacionadas ao cognitivo e imunológico, podendo sofrer alterações severas no desenvolvimento do processo saúde e ou doença em todos os aspectos orgânicos e emocionais.

Além do impacto familiar social e econômico, considerando o senso de corresponsabilidade da sociedade envolvida na educação e aporte emocional dessa geração. Portanto, trata-se de uma responsabilidade da sociedade o trabalho preventivo.

Os interessados em buscar ajuda, ou mesmo tratamento para cessação do tabagismo, possuem os profissionais das Unidade de Saúde do Município a disposição, ou ainda pelo fone/whats (45) 99148-9807 com horário diferenciado no atendimento, podendo ser agendados horários extraordinários.

Artigos proibidos por Lei

Segunda a Legislação Brasileira (ANVISA), Código de Posturas do nosso município e Vigilância Sanitária é proibida a importação destes, bem como, a venda para menores de qualquer tipo de cigarro ou dispositivo contendo nicotina.

Percebe-se no período pós pandemia um grande aumento de alunos menores consumindo nicotina através destes dispositivos sendo que vários já recolhidos em sala de aula, o que comprova a importância da abordagem e discussão do tema.

As informações foram repassadas pela equipe responsável pela campanha de combate ao Tabagismo em Missal

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