Especial

UNIMED OESTE DO PARANÁ

Experiência e gestão estratégica na batalha contra a Covid-19

Na terceira reportagem da série sobre o trabalho da Unimed Oeste do Paraná no combate à pandemia, vamos demonstrar de que forma o know how da Gestão em Saúde na relação com o paciente foi determinante para a rápida organização das ações

Capacidade de se reinventar, de aprender sempre e de transformar. Este foi o foco da Unimed Oeste do Paraná desde antes da chegada da pandemia de Covid-19 aqui na região. Estudo, treinamentos, aprendizado, parcerias e experiência na Gestão em Saúde foram fundamentais para minimizar a doença, na área de atuação da cooperativa. “A Unimed participou em várias frentes. Desde a criação de uma Central de Atendimento à Covid, em que no início nós tivemos não só pacientes entrando em contato por estarem com sintomas, mas também para tirar dúvidas de como lidar e como proceder ao isolamento. O monitoramento de perto que a gente vem fazendo com os pacientes, tentando sempre identificar aquele que não está com uma evolução favorável precocemente. Além do esforço inicial nas coletas de exame, em parceria com a Secretaria de Saúde e com hospitais parceiros, que se disponibilizaram em plena pandemia. A competência e o esforço deles têm sido muito positivo”, reforça a Dra. Cristiane Maria Binder Farinazzo, Coordenadora da Gestão em Saúde da Unimed Oeste do Paraná.

Segundo ela, o know how da Gestão em Saúde na relação com o paciente foi determinante para a rápida organização das ações de combate à pandemia. “Teria sido muito mais difícil termos que montar da noite para dia uma equipe e preparar os profissionais. Essa foi uma grande dificuldade que outras regiões tiveram, felizmente o fato da gente ter uma equipe que já era preparada para lidar com situações de prevenção, de promoção de saúde, facilitou muito. Nós só mudamos nosso foco, naquele momento nós tivemos que abandonar outras ações e focar, fazer o treinamento e o atendimento para a pandemia, mas com certeza isso foi crucial e permitiu que quando chegasse o primeiro caso estivéssemos preparados”, destaca Dra. Cristiane.

O enfermeiro Jonathas Bertoldi, Supervisor da Gestão em Saúde, complementa afirmando que a Unimed tem um histórico de trabalho muito forte na atenção domiciliar e também na gestão de casos clínicos e casos crônicos, com telemonitoramento. “Lá no início nós fomos procurados pela Secretaria de Saúde para auxiliar na estruturação do combate ao coronavírus. Essa parceria gerou frutos estratégicos, a nossa equipe agarrou essa oportunidade e mostrou a importância da atenção primária à saúde, também no serviço privado. Essa união permitiu uma organização, tanto nossa, como da Secretaria de Saúde. O nosso grande medo como profissionais de saúde é não ter estrutura para atender a pessoa que está doente. É muito difícil para nós escolhermos em quem vamos investir. Então, a pandemia e essas parcerias mostraram que a soma e a união de esforços são essenciais para um trabalho bem feito”, salienta.

Para o Diretor Superintendente da Unimed Oeste do Paraná. Dr. Marco Aurélio Farinazzo, a experiência com a Covid-19 mostra que a parceria público-privado deve ser constante. “Por exemplo, agora começa a aumentar novamente os casos de Dengue, e essa parceria seria interessante continuar tendo. Eu acho que o setor público e a iniciativa privada devem se unir mesmo, para melhorar, porque a atenção é na população como um todo”, afirma.

E foi com foco na população e de olho nos números da pandemia de coronavírus, que as estratégias de combate ao coronavírus foram mudando ao longo dos meses. “Quando o volume de casos começou a aumentar, nós tivemos que fazer algumas mudanças no nosso trabalho. Uma das principais é a estruturação a coleta no laboratório Unimed. Foi mudada toda a estrutura, foi organizado um posto de coleta somente para o coronavírus. E também a nossa central de atendimento por whattsapp. No início, nos tínhamos um celular, que os nossos enfermeiros precisavam trocar para que pudessem atender um volume grande de pessoas. Como essa demanda foi aumentando, a Unimed teve que investir numa central especificamente para atendimento dos pacientes. Hoje nós temos um sistema robusto, por trás de uma ferramenta de whattsapp, que possibilita até 10 pessoas atendendo simultaneamente. Os beneficiários estão sendo atendidos por um canal diferenciado, não é uma pessoa que começa o atendimento, é um robô. Às vezes a gente tem algumas dificuldades, porque é um robô, não entende como uma pessoa. Tem seus pormenores, mas é uma ferramenta exclusiva, que possibilita organização e um maior número de pessoas sendo atendidas ao mesmo tempo. Hoje nós estamos com uma média de 80 pessoas atendidas por dia. Nossos profissionais, tanto da central de atendimento, como a central de acompanhamento e da central do laboratório estão todos no mesmo lugar. E a gente consegue fazer um manejo dos pacientes dentro dessa ferramenta. O importante é podermos atender as pessoas na tranquilidade de suas casas, para que elas não precisem se deslocar e evitarmos que elas contaminem outras pessoas. A gente aumentou essa estrutura justamente para poder dar um atendimento de melhor qualidade para os nossos beneficiários”, explica o Supervisor da Gestão em Saúde da Unimed.

A estruturação do atendimento e do tratamento, no entanto, não exclui a necessidade das pessoas se cuidarem, pois, de acordo com a Coordenadora da Gestão em Saúde da Unimed, estamos no pior momento da pandemia, com o maior número de casos. “Começamos a ter a primeira dificuldade com leitos de hospitais, por isso que nesse momento é muito importante o apoio da população, para que a gente consiga segurar um pouco a transmissão da doença e voltarmos a ter o controle da pandemia. Infelizmente está se estendendo mais do que a gente gostaria, mais do que se imaginava no começo. Notamos que a população acabou cansando um pouco de se preservar, de manter as medidas restritivas, acabou relaxando nesse período e, infelizmente, isso acabou causando grandes transtornos, no sentido de sobrecarga do serviço de saúde”, ressalta a Dra. Cristiane.

Para finalizar, a médica reforça que não existe tratamento mais efetivo e mais importante do que a prevenção. “De tudo que nós fazemos, o melhor ainda é a prevenção, é o que dá melhores resultados. Então, nós pedimos para a população manter as medidas restritivas, manter o uso de máscaras e de álcool em gel. E nesse momento tão difícil que estamos passando, o que a Unimed do Oeste do Paraná gostaria de desejar é a sua saúde e dos seus familiares”.

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