Especial

UNIMED OESTE DO PARANÁ

Unindo esforços e compartilhando conhecimento

Na quarta reportagem da série sobre o trabalho da Unimed Oeste do Paraná no combate à pandemia, vamos falar da importância da parceria entre a cooperativa médica e a Secretaria de Saúde de Medianeira

 Uma parceria que começou antes mesmo da Covid-19 chegar a Medianeira e continua gerando frutos positivos até hoje. É dessa forma que a Secretaria de Saúde e a Unimed Oeste do Paraná combatem a pandemia: juntos, unindo esforços, compartilhando conhecimento e experiências. “Nós começamos a nos organizar em março, estávamos em meio a uma epidemia de dengue, um caos, e começou a questão da Covid-19 estar chegando aqui, uma doença nova, que não sabíamos o que fazer, nem como fazer. E nisso surgiu a Unimed como parceira para organização do trabalho. Lá  no início, quando começou a chegar os primeiros casos, de pessoas que vinham de outros países, com sintomas ou não, a Unimed montou uma equipe para nos ajudar a fazer a coleta e o acompanhamento dos pacientes”, explica a Coordenadora de Vigilância em Saúde de Medianeira, Cleide Mari da Silva.

Na época, a enfermeira da Gestão da Saúde da Unimed Oeste do Paraná, Fernanda Salete Caporal, fez a coleta do primeiro caso confirmado de Covid-19 em Medianeira. Ela destaca a parceria desde o início e também a experiência. “No começo a gente trabalhou junto com a Secretaria de Saúde, não eram tantos casos, nos tínhamos uma van para ir até a pessoa para que ela não precisasse se deslocar. Lá a gente realizava a coleta, íamos sempre em duas, para uma auxiliar a outra, para que não ocorresse contaminação. Depois da coleta, mandávamos para o laboratório de apoio. Quando eu coletei o primeiro caso, ficamos bem assustados, porque foi o primeiro contato que a gente teve com o coronavírus”, relata.

Nesse início todos os pacientes eram acompanhados pela equipe da Unimed. Um deles foi Cristiano Pedro Mueller, que não é beneficiário da cooperativa, mas recebeu toda a orientação necessária. “Primeiro de tudo eu me isolei e depois procurei a Unimed para fazer o teste de Covid. Eles me passaram certinho os procedimentos que eu deveria fazer e o local aonde eu teria que ir fazer o teste, quando cheguei lá eu fui atendido na hora e o resultado saiu em 2 horas. Depois de ter positivado, todo dia eles me mandavam mensagens, tanto a Secretaria de Saúde quanto a Unimed. Por eu não ser um beneficiário, achei que o tratamento foi o melhor possível, não foi diferente, muito bom”, relembra.

A Coordenadora de Vigilância em Saúde de Medianeira, Cleide Mari da Silva complementa esse apoio da Unimed minimizou muitos problemas. “Nos aliviou muito, porque lá no início eu estava sozinha aqui no setor. Então eles vieram para somar e nos ajudar na organização, porque daí nós começamos junto com a minha equipe aqui na epidemiologia e com eles a montar os protocolos de atendimento com os médicos e enfermeiros da Unimed. Foi realmente uma parceria que deu muito certo”, confirma.

Conforme os casos foram aumentando e houve a estruturação da equipe da Secretaria de Saúde, as coletas e o acompanhamento dos pacientes foi sendo feita da forma independente. “Até hoje a gente continua trabalhando em conjunto, estamos sempre conectados e conversando, de vez em quando nos reunimos para avaliar os pontos, o que tem que mudar, melhorar. Trocamos conhecimentos, saberes e experiências, o que ajuda muito no nosso objetivo que é atender a população. Acho que um dos pontos mais positivos da pandemia foi essa parceria”, reforça a Coordenadora de Vigilância em Saúde.

Cleide destaca ainda que já havia um trabalho em conjunto com a Unimed com um grupo de Hanseníase. “Esse nosso grupo já recebeu premiações a nível nacional, por conta do apoio deles, da equipe multiprofissional. E agora com a Covid-19 a gente viu que dá certo e que muitos usuários da Unimed acabam utilizando o SUS também. A Unimed está aqui em Medianeira e está integrada ao município”, salienta.

Sobre a situação da Covid-19 hoje na cidade, a Coordenadora de Vigilância em Saúde ressalta que a tendência é aumentar o número de casos nos próximos dias. “Nós nunca paramos de ter casos, a nossa curva epidemiológica começou a baixar e depois disso ela continua se mantendo, nunca tivemos uma queda brusca. E o que temos observado depois das festas de final de ano são muitos pacientes suspeitos nos procurando. A partir de agora, pelas coletas que nós fizemos, a gente imagina que vai ter um aumento muito grande, porque infelizmente as pessoas ainda não tem a noção de isolamento, de não aglomerar, de manter todos os cuidados que a gente vem falando desde o início”, expõe.

Diante disso, a enfermeira Fernanda reforça: “continuem se cuidando, fazendo o uso de máscara e álcool em gel. Como todos já percebemos, o número de casos aumentou muito, então, se cuidem, evitem ao máximo as aglomerações, pois está muito alto o índice de contaminação e estamos sem leitos”. Ela completa que como profissional de saúde nunca imaginou viver isso. “Eu aprendi muita coisa, me colocar no lugar do outro, porque é novo para pessoa e também para mim. Sempre penso que se eu estou com medo imagina a pessoa que está com essa doença ou suspeita, ela deve estar apavorada. A gente não sabe quem vai piorar ou quem não vai, porque às vezes a pessoa está bem e acontece de agravar. Aprendi a ter mais empatia do que eu já tinha e também a ser mais forte, porque isso mexe com nosso emocional”, finaliza.

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