Maisa Responde

Cuidados essenciais com as roupas íntimas

Na última coluna, introduzimos a importância sobre o tipo de tecido na escolha de roupas íntimas e, hoje, falaremos sobre alguns cuidados que devemos ter com essas peças a fim de inibir a proliferação de fungos e bactérias. Para isso, vamos começar do começo. Em nosso corpo, encontramos fungos e bactérias conhecidos como “do bem” que vivem em harmonia em nosso organismo (eles nos favorecem em algum quesito e nós os favorecemos em outros). Porém, em alguns momentos de estresse, má alimentação, baixa imunidade ou, até mesmo, estação do ano, esses microorganismos se proliferam mais do que deveriam e acabam causando malefícios pra nossa saúde. No caso das mulheres, coceiras, alergias e infecções genitais são as queixas mais comuns.

Uma pesquisa feita em Campinas (SP) com roupas íntimas – calcinhas, cuecas e sutiãs – encontrou 10 mil bactérias e fungos nas peças usadas, após várias lavagens, e contaminação de 250 bactérias nas peças novas. Nas recém-compradas, 85% apresentaram contaminação por bactérias resistentes e, nas peças usadas, 92% apresentaram risco de doenças.

Ou seja, se a pessoa já tem uma predisposição, fez uma cirurgia, está amamentando, com hemorroida ou com uma ferida, pode desenvolver dias depois um desconforto que pode agravar para uma infecção ou doença graves.

Por isso, além de prestar atenção no quesito composição, é importante levar em consideração tecidos que não auxiliem na proliferação de fungos e bactérias, bem como tecidos tecnológicos que matam esses micro-organismos “do mau”. Porém, a higienização e utilização corretas dessas peças ainda são a recomendação mais adequada pra evitar esse tipo de inconveniente.

Então, a recomendação é que as peças íntimas tenham um cesto de roupa separado das demais e devem ser lavadas separadas também com sabão neutro ou específico para esse tipo de peças. O ideal é não deixá-las aguardando dias no cesto para que a contaminação não se alastre.

Na hora de colocar para secar, vale cuidar para que as peças não estejam do lado do avesso, pois correm o risco de ser contaminadas por insetos. Antes do uso, um “choque” de temperatura que pode ser feito com ferro de passar ou secador de cabelo com o objetivo de matar qualquer microorganismo presente. Lembre-se de não usar o ferro a vapor, por conta de umidade.

E, para finalizar: utilize um peça íntima (calcinha ou cueca) a cada turno (1 pela manhã e outra a tarde) e, para dormir, não utilize nada. No caso de sutiã, recomenda-se a utilização de uma peça por dia.

Bom, gente, essas foram as dicas de hoje. Continuamos em como escolher as melhores peças íntimas na próxima coluna. Vejo vocês!

Maisa Responde

Por: Maisa Silvestre

Maisa Silvestre, engenheira têxtil com especialização em gestão empreendedora e engenharia de produção, cofundadora da marca de roupas reversíveis Realma e apaixonada por moda, viagens, vida saudável e faça você mesmo.

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