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Ela respira sustentabilidade

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Maísa é engenheira têxtil e ajudou a criar a primeira marca de roupas reversíveis do Brasil

Maisa Silvestre nasceu em 28/01/1989, em Campo Mourão, mas nos primeiros dez anos de vida morou em Umuarama. Dois dias antes de completar 11 anos, mudou-se com os pais, Sebastião e Valéria Silvestre, e irmã, Lorena, para Medianeira, onde viveu até completar 16 anos. “Costumo dizer que o primeiro marco na minha vida foi quando completei meus 16 anos. Engatei um namoro e dei meu primeiro passo à liberdade, saindo da casa dos meus pais para estudar fora. Saí de casa querendo Medicina, prestei vestibular para Engenharia de bioprocessos e biotecnologia, mas me formei em engenharia têxtil pela UEM. Essa minha indecisão profissional me levou para o caminho exato para o que eu nasci para fazer: trabalhar dentro da indústria têxtil”, comenta.

A formação de Maisa ainda propiciou que ela morasse em 14 cidades diferentes pelos quatro cantos do Brasil, fazer um estágio de férias no México e trabalhar em grandes empresas de renome nacional e internacional, como a Vicunha Têxtil, Hyosung Corporation e Bella Janela. “A maior dificuldade que eu enfrentei em todos esses anos, com certeza, foi trabalhar numa empresa sul coreana, onde eu era a única mulher da minha equipe. O choque cultural foi muito grande, especialmente pelo fato de os coreanos serem extremamente machistas e terem ainda uma mentalidade muito distorcida da capacidade da mulher no mercado de trabalho. No entanto, isso me fortaleceu como mulher, pessoa e profissional e me fez dar mais valor para quem eu era e para as pessoas que eu amava e respeitava”, comenta.

Depois de muito tempo morando longe, Maisa resolveu voltar para a região oeste do Paraná e fixar raízes em Foz do Iguaçu ao lado do noivo, Guilherme Balk. Trabalhou por um período numa indústria têxtil em regime de maquila no Paraguai e ministrou aulas para o curso de Moda na UDC. E foi a partir daí que outra paixão surgiu: trabalhar com moda. “Nessa época, eu estava viajando muito e já havia mudado meu modo de consumir moda de forma mais consciente, então, passei a procurar roupas que me atendessem em minhas viagens, fossem confortáveis e que não abrissem mão do estilo. Foi aí que eu encontrei a marca da minha sócia e, como eu vi que, embora fosse italiana, ela atendia mais de 15 países, pensei que pudesse atender o Brasil também. Entrei em contato com ela para comprar, mas, dessa conversa, acabou surgindo a ideia de montar a ReAlma: a primeira marca de roupas reversíveis do Brasil”, ressalta a

Hoje, a marca está presente em algumas lojas de hotéis locais, incluindo o Belmond das Cataratas, em Foz do Iguaçu, também são realizadas vendas pela internet e in loco. “Atualmente, sou responsável pela parte técnica de produção e administrativa da empresa e a nossa ideia é ampliar a presença da marca via representação no estado do Paraná para, depois, crescer para outras regiões”, comemora a engenheira têxtil.

Estar à frente da primeira marca de roupas reversíveis do Brasil, trouxe frutos muito positivos para a profissional. No próximo dia 13, Maisa ira palestrar no TEDx Unila, um programa de eventos locais e auto-organizados que reúne pesquisadores e realizadores para compartilhar experiências inspiradoras, da mesma forma como é realizado no projeto TED (acrônimo de Technology, Entertainment, Design; Tecnologia, Entretenimento, Planejamento, em português). “Desde a época da faculdade eu assisto ao TED, pois eu realmente acredito que todo mundo tem uma ideia, uma percepção ou um conceito que deve ser compartilhado. E, desde que eu fui professora, entendi que a melhor forma de aprender era ensinando. Pode parecer clichê dizer isso mas, para mim, é a mais pura realidade. Quando eu fiquei sabendo que a Unila estava trazendo o evento para cá, entrei em contato e me candidatei a palestrar sobre como a indústria têxtil pode auxiliar na sustentabilidade. A sustentabilidade é um tema muito em voga na atualidade mas ainda existem pontos de vistas e concepções que não foram colocados em pauta e que devem ser explorados com o intuito de fazer com que a sociedade entenda o seu papel e a sua importância dentro desse contexto”, destacou.

Dessas andanças, Maisa trouxe um legado: “as pessoas que eu tive a oportunidade de conhecer e conviver. Hoje, posso dizer que sou quem eu sou, graças a cada uma delas”, finaliza.

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Por: Ana Cláudia Valério

Mestre em Educação, Especialista em Docência no Ensino Superior e graduada em Comunicação Social – Jornalismo. Tem experiência em Jornalismo nas áreas de Televisão, Assessoria de Comunicação e Jornal Impresso, tendo trabalhado em veículos de comunicação, instituições de ensino superior e campanhas políticas. Hoje é editora do Jornal Mensageiro.

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