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Nosso Povo

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Sangue de comerciante

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Alexandra Regina Buss Lourenço nasceu em Londrina – PR, em 10 de setembro de 1973. Filha de Mauro Lourenço e Nilza Buss Lourenco, tem três irmãos: Fernando Sergio Buss, Ana Marisa Buss Lourenço (in memoriam) e Evandro Augusto Buss Lourenço. “Minha mãe, costureira desde os 14 anos de idade, filha de Erico Buss e Veronica Lock Buss (pioneiros nesta cidade) e meu pai, comerciante, filho de portugueses. Eles se conheceram em Londrina, onde minha mãe foi tentar a vida sozinha. Após casados e com os filhos, meu avô materno os convidou para retornarem a Medianeira. Desde então, minha mãe deu sequência a sua profissão (costureira) e meu pai, sempre comerciante, montou uma loja de móveis usados ‘O Casarão’, a primeira de Medianeira”, conta.

A vida profissional de Alexandra começou cedo. “Um certo dia minha mãe resolveu que eu deveria ter o meu primeiro emprego e saiu em busca. Passando pela Avenida Brasília,  viu um anúncio em uma vitrine, onde  precisavam de vendedora. Foi aí que tudo começou: vendedora de materiais escolares. E o melhor de tudo, sem remuneração no tempo de experiência (três meses). O período passou e fui muito bem. Feliz da  vida, descobri o dom para tal função.  Fui contratada pelo Sr. Roque Eidt,  e fiquei lá por dois anos, na área de vendas. Depois disso trabalhei por três anos com Sr. Cecilio Mendes (na Casa das Antenas), sete anos na Caixa Econômica Federal (telefonista) e por último na Frimesa, no setor comercial, onde fiquei cinco anos. Foi uma bela trajetória em Medianeira, estar em contato com as pessoas era satisfatório”, comenta.

Certo dia, ela resolveu pedir demissão da Frimesa e ir embora de Medianeira. O primeiro destino foi Maceió, depois Florianópolis. “Fui mesmo sem emprego. Levei uma sacola de lingerie para revender, o que eu já fazia nas horas vagas. Lá em Florianópolis encontrei uma quitinete para alugar, entreguei currículos, até que me chamaram para revender planos corporativos da Vivo e da Claro. E lá fui eu. Comprei uma bis amarela e,  com ela, conheci todas as ruas daquela cidade. Apesar do emprego, nunca deixei de vender lingeries”, relata.

E não é que o bico virou atividade principal. “Nas minhas vindas a passeio, eu trazia lingerie para vender. Resolvi fazer um Facebook, e através das redes sociais fazia postagens de roupas íntimas e as pessoas começaram a questionar onde localizava-se a loja. Com a grande procura pelas peças, minha mãe arrumou um espaço em sua residência, iniciando assim minha loja com produtos Duzani e Aimê Lingerie. Com ampla divulgação, consegui clientes da região. Certo dia um dos fornecedores, comunicou-me que não poderia mais vender a marca, devido a uma concorrente ter exclusividade. Então, falei para minha irmã, pessoa que mais me apoiou e me ajudou em tudo: ‘Mana, preciso mudar o nome da loja em minhas redes sociais’. Eu gostava de Sophie Charlotte. Ela queria Sophie e eu Charlotte. Por ser mais fácil de lembrar o nome, optamos por Charlotte. Com o passar do tempo, o espaço na casa de minha mãe tornou-se pequeno. Começamos a procurar por um local maior. Nas buscas, vimos a sala onde estamos hoje, em outubro de 2018, e, em dezembro do mesmo ano, inauguramos a loja física Charlotte Lingerie. Em maio de 2019, minha irmã voltou  a morar junto do Pai e eu dei seguimento ao nosso sonho”, relembra Alexandra.

Para finalizar, a empresária agradece a todos que colaboraram para o sucesso da empresa. “Com o reconhecimento das nossas clientes, somos um sucesso. É um sonho realizado. Amo trabalhar com pessoas e ser comerciante”, finaliza.

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Por: Ana Cláudia Valério

Mestre em Educação, Especialista em Docência no Ensino Superior e graduada em Comunicação Social – Jornalismo. Tem experiência em Jornalismo nas áreas de Televisão, Assessoria de Comunicação e Jornal Impresso, tendo trabalhado em veículos de comunicação, instituições de ensino superior e campanhas políticas. Hoje é editora do Jornal Mensageiro.

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