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Nosso Povo

Uma história de paixão pelo Rádio

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Nosso entrevistado esta semana é antigo conhecido desta casa e dos lares por onde sua voz percorre há muitos anos. Aproveitamos a passagem deste dia 07, Dia do Radialista, para prestar singela homenagem ao nosso amigo e parceiro de trabalho João Hermes Gromowski, que, além de profissional do rádio, escreve para este jornal – estendendo, assim, nossos parabéns a todos os profissionais radialistas.

Vamos conhecer um pouco da história deste gaúcho de nascimento e paranaense de coração, sua trajetória pessoal e profissional. Nasceu em Serafina Corrêa (RS) em 23 de junho de 1957. Seu pai mudou-se para cá em setembro de 1962 para trabalhar na construção de um grande “frigorífico” – hoje a Frimesa. Até então eram em três irmãos, os outros três  nasceram em Medianeira. Teve toda sua base escolar aqui. Foi aluno da primeira turma do novo Colégio Mondrone, passando pelo antigo “ginásio”, cursou o ensino médio no Colégio Cenecista, formou-se em História em 2000 e fez especialização em Gestão de Pessoas. Perguntado sobre como foi sua infância escreveu: “Toda ela foi vivida em Medianeira, talvez tenha sido a mais simples possível, mas foi um tempo em que brincar no mato, colher frutos silvestres e jogar bola eram as melhores coisas do mundo.”

Sobre a família que construiu, João afirma que: “deve ter sido em 1979 que conheci a linda normalista vestida de azul e branco, que balançou seu coração”. É Marilena, com quem teve os filhos Tanner (também aqui da casa) e a psicóloga Alessandra.

A oportunidade de iniciar no mundo do rádio aconteceu em 1978, em uma emissora nova, que seria inaugurada na cidade. “Sugeriram que eu assumisse o setor comercial na produção de textos publicitários, já que eu sempre tive facilidade em escrever”, relembrou, sobre seu primeiro contato com a rádio. Essa fase durou cerca de quatro anos, acabou saindo e trabalhou por nove anos em outra empresa, retornando algum tempo depois para atuar diretamente no setor esportivo, área que ele poderia trabalhar sem deixar o emprego na época. Isso durou até 1991, quando retornou definitivamente a trabalhar só em rádio. “Atuei ainda um curto tempo no setor comercial e foi um ‘pulinho’ para iniciar as atividades na redação. Naquele tempo não tinha computador. Nós datilografávamos tudo. Lembro das máquinas Remington ou Olivetti 88. Líamos muitos jornais e revistas. Se ouvia muitas emissoras dos principais centros. Aos poucos, fui ingressando também na participação jornalística e o gosto incendiou meu interesse que dura até hoje”.

Quem não conhece aquela voz marcante do radio jornalístico e esportivo. João já é uma figura do esporte da nossa região por atuar como repórter de campo por muito tempo, conversando diretamente com os atletas e dirigentes.

De 2000 a 2011, João esteve afastado do mundo da comunicação, fez questão de agradecer ao empresário Moacir Hanzen, que lhe trouxe de volta.

Perguntei o que ele sentia sendo radialista. João respondeu que ama o que faz, que se emociona ao ver o reconhecimento das pessoas. “Ainda esta semana, conheci um casal, já de certa idade, que quando souberam quem estava a frente deles, só faltou dar autógrafo. Essas coisas me realizam.”

Para fechar, ele deixou uma mensagem aos seus ouvintes e leitores: “Sou muito grato àqueles que me acompanham no dia-a-dia, que estão há muitos anos me ouvindo diariamente, Isso é o reflexo da credibilidade, muito obrigado a todos e que Deus os abençoe!”.

E para quem se inspira na profissão, ele sugeriu persistir: “Somos telhado de vidro. Quando erramos, devemos ter a humildade de reconhecer o erro e aceitar as críticas. De resto, fazer tudo com alegria e transformar essa atividade em uma grande paixão”, finalizou.

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Por: Douglas Florêncio

Técnico em design gráfico e fotografia pelo Sesc/PR. Colunista esportivo, há mais de 10 anos trabalhando em jornal e outras mídias.

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