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Nosso Povo

Uma trajetória de música sem fronteiras

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Nosso entrevistado dessa semana é um cara que literalmente foi buscar a realização dos seus sonhos. Felipe Roque ou Felipe Rasta, como ficou conhecido na música, é nascido em São Miguel do Iguaçu e ex-morador de Medianeira, filho de Ademir e Zenita Back Roque. O baixista despontou na cena nacional com a produtora 1kilo, chegando a fazer 300 shows em um ano, com direito a turnê na Europa e parceria com músicos de renome, como Toni Garrido, Lucas Lucco, Maneva, Planta e Raiz entre outros.

Pouco depois de começar a pandemia estive conversando, via aplicativo, com o brother Felipe Rasta que tenho o prazer de conhecer de longa data. Ele está aqui na região, devido a pandemia, e comentou um pouco sobre sua vida pessoal e a trajetória que percorreu para alcançar o sucesso como músico. Ele nasceu em São Miguel, sendo seu avô um dos primeiros moradores da cidade, ficando ali até os 16 anos, quando seu pai foi transferido para Foz, depois para Medianeira onde reside atualmente. Aos 18 anos resolveu sair para buscar novos rumos na música. “Aqui é um mercado um pouco complicado, o sertanejo domina muito, e no sertanejo normalmente quem ganha é o artista principal e as gravadoras, os músicos são menos valorizados, na verdade nada valorizados!”, salienta Felipe.

O destino foi Florianópolis, até por uma questão de gosto musical. Morou lá cerca de 5 anos, onde cursou licenciatura em música na Udesc, ali começou a se tornar músico profissional, formando bandas e evoluindo musicalmente. Mas a faculdade direcionava para a música clássica. o que não era seu objetivo. “No Brasil nossa realidade é outra, aqui pouca gente vai ao teatro ouvir música clássica, aprendi muita coisa na faculdade, mas ao mesmo tempo eu vi que aquilo ali não era o meu mundo. Aqui é o país do rock, do sertanejo, do samba, do axé, do reggae e do rap agora também,” comenta.

Nesse tempo já estava envolvido com a galera do rap, foi aí que surgiu a oportunidade de ir para o Rio de Janeiro. Lá começou a trabalhar com alguns amigos, com ideia de montar uma gravadora que mais tarde se tornaria a 1Kilo, sendo ele um dos fundadores em sociedade com três amigos. No Rio, onde está morando há cinco anos, ele vem trabalhando como músico e produtor musical, preparando o novo CD da banda. Além disso, recentemente, criou a Rasta Beats, uma produtora independente focada em criar um som mais instrumental, unindo o tradicional ao moderno.

Mesmo preocupado com toda a situação, o músico comentou que o importante agora é cuidar da saúde. “É uma situação complicada, tivemos que parar todos os nossos projetos, inclusive a produção do nosso novo DVD, que estava sendo preparado. Estamos empenhados em outras frentes de trabalho, criamos um grupo no WhatsApp que tem compositores do Brasil, para não pararmos de produzir”. Destacou. Felipe aproveitou a oportunidade para convidar músicos e compositores que precisem de apoio nessa quarentena, para que entrem em contato com ele através das redes sociais. @feliperasta.oficial e @rastabeats.oficial

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Por: Douglas Florêncio

Técnico em design gráfico e fotografia pelo Sesc/PR. Colunista esportivo, há mais de 10 anos trabalhando em jornal e outras mídias.

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