Semeando vidas através da cultura e trabalho

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Presidente Deise Caroline Nunes, no dia da inauguração da Sede própria do Semear em Medianeira

“Tenho muito orgulho de ver como essa instituição cresceu, se transformou, renovou e encontrou alternativas para chegar ao tamanho que está hoje”. Com essa afirmação de Deise Caroline Nunes, podemos ter a noção da importância da Sociedade Filantrópica Semear para Medianeira e mais 11 municípios da região.

A história de vida da presidente do Semear confunde-se com a história da Organização, que foi fundada em 2006 e ainda engatinhava nas atividades. Questionada sobre como tudo começou, Deise relembra: “Entrei no Semear (então nominado como Projeto, hoje Sociedade Filantrópica) em 2007, através de uma oportunidade de estágio de dois anos no Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE). E depois, mais dois anos como funcionária cedida pela Administração Municipal. Naquela época, eu era a única funcionária a trabalhar lá. Atendíamos algumas crianças do Bairro Belo Horizonte em contraturno escolar numa casa alugada. E depois fui contratada como secretária, passei para coordenadora de cursos na área artística (teclado, violão, orquestra) e do Jovem Aprendiz”, pontuou.

A presidente lembra que o pontapé para a expansão do trabalho da Sociedade foi a inserção do Jovem Aprendiz, os fundos do Criança Esperança e parcerias com empresas públicas e privadas. “Quando formatamos o Programa, através da parceria com o Ministério Público do Trabalho de Foz do Iguaçu, por intermédio e suporte do Dr. Enoque Ribeiro dos Santos, conseguimos organizar a aprendizagem e começamos a tornar-nos autossustentáveis; ampliando e descentralizando a outros municípios – pois éramos a única instituição em Medianeira e região que trabalhava o Jovem Aprendiz, conhecendo empresas e Administrações Municipais que tinham a obrigatoriedade de contratar os aprendizes. Também, a escolha de dois projetos no Criança Esperança foi muito importante; pois pudemos construir a Sede própria e ampliar nossa estrutura. Além, é claro, de todos os parceiros que colaboraram e ainda colaboram conosco”, pontuou Deise.

Hoje, a entidade atende 30 idosos que fazem cursos semanalmente, 160 crianças que são dos serviços de convivência e fortalecimento de vínculos (em convênio com Administração Pública Municipal), 80 crianças dos Bairros Belo Horizonte e Condá e, desde o início do Jovem Aprendiz, mais de mil crianças passaram pelo Programa. Questionada sobre o Semear ontem e hoje, a presidente destaca: “A minha história se confunde com a história do Semear, pois vivenciei todo o crescimento da instituição. Está gigante perto do que era quando entrei e não imaginávamos que chegaria aonde está, sempre sonhando e trabalhando muito. É motivo de muita alegria e satisfação perceber que o trabalho é feito com respeito, tem respaldo ao Poder Público Municipal e a sociedade percebe que fazemos acontecer com seriedade”, destacou.

Em 2014, Deise deixou de ser colaboradora do Sociedade Filantrópica para trabalhar no Sesc como Técnica de Atividades de Educação e Cultura, mesclando seu trabalho voluntário como presidente do Semear. “Esse foi outro presente na minha vida. É aonde posso trabalhar com educação, cultura, trazer atividades a Medianeira; afinal, o município tem se desenvolvido cada vez mais na área cultural com atividades sistemáticas e programação consistente. E como amo o que faço, foi muito fácil conciliar Semear e Sesc. No Sesc, a possibilidade de ver resultados é sempre imediata, vê o reflexo imediato após alguma ação; e no Semear, é uma sementinha que deve ser plantada e regada diariamente. É gratificante estar nesses dois espaços que transformam e fazem a diferença na vida das pessoas”, concluiu.

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