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Medianeira encerra ano epidemiológico com 893 casos de dengue e 23 de Chikungunya

Para combater o mosquito, medidas estão sendo implantadas como o projeto de Vigilância Entomológica do Aedes aegypti, em que a equipe do município captura, observa e coleta informações dos insetos vetores e sua interação com o ambiente, para recomendar e direcionar medidas de prevenção e controle

No dia 29 de julho encerrou mais um ano epidemiológico da dengue em Medianeira, com registro de epidemia e 893 casos confirmados. Além de 23 casos confirmados de Chikungunya, sendo que o vírus está circulando no município. Neste novo ano epidemiológico, iniciado no dia 30 de julho, um novo caso já foi confirmado e 35 notificados. Como temos o vetor presente no município e os vírus circulantes (Dengue e Chikungunya) não podemos deixar de cuidar e estar sempre atentos em relação aos criadouros do mosquito.

Medianeira, através da Vigilância em Saúde, implantou uma nova metodologia de monitoramento entomológico, em parceria com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), para ter um índice de infestação mais real e poder realizar ações mais efetivas nos locais com infestação mais alta. Foram instaladas 99 armadilhas em todo o município, num raio de 200 metros entre elas. “As armadilhas são chamadas de ovitrampas, que também são uma forma de combate o Aedes, porque o mosquito vai sempre preferir depositar seus ovos na armadilha, ao invés de outro recipiente com água, isso porque na armadilha tem um composto de água e levedo de cerveja, que é um atrativo para a fêmea”, destaca a coordenadora da Vigilância em Saúde, Cleide Mari.

No primeiro levantamento, Medianeira apresentou um índice de densidade vetorial de 0,9%, sendo o Jardim Irene e Belo Horizonte os bairros com os índices mais altos. Nestes pontos foram realizados o trabalho de remoção de criadouros em todos os locais que tiveram armadilhas positivas para o Aedes.

Importante ressaltar que essa época do ano, devido às condições climáticas, tende a dar índice mais baixo, como já acompanhado em anos anteriores, mas o cuidado não pode parar. “Temos que estar sempre atentos, pois o vetor está presente no município. Toda a população deve colaborar no controle e combate ao mosquito. Só assim podemos vencer essa batalha!”, finaliza Cleide.

SÃO MIGUEL DO IGUAÇU – São Miguel do Iguaçu fechou ano epidemiológico com números alarmantes, com o registro de 4.238 notificações e 1.669 casos positivos, o maior da história. Foram confirmados ainda 41 casos de chikungunya, doença transmitida pelo mesmo vetor, o Aedes Aegypti. O número é expressivo e só não foi maior devido a ações como mutirões de limpeza, aplicação do famuacê com bombas costais e veículo, intensificação de visita dos Agentes de Combate a Endemias e a realização do projeto ‘Dengue, na minha casa você não tem vez!’, desenvolvido em parceria com a Associação de Senhoras dos Rotarianos (ASR) nas escolas municipais.

Outra medida será a realização do ‘Túnel da Dengue’, a partir do dia 18 de setembro. Ele será montado na área externa da prefeitura, com cerca de 20 metros de cumprimento, e vai explicar de forma lúdica os ambientes de proliferação do mosquito e o ciclo da doença.

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