INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO
Diretor superintendente do Itaipu Parquetec apresenta ações e investimentos no CIENTECH
Texto por Ana Cláudia Valério . Fotos por Ana Cláudia Valério . 26 de março de 2026 . 11:18
O diretor superintendente do Itaipu Parquetec, Irineu Mario Colombo, esteve na Câmara de Vereadores de Medianeira, na segunda-feira (23), apresentando o panorama da ciência e tecnologia da região. Na ocasião, ele detalhou os projetos em execução, resultados e próximos passos do Itaipu Parquetec, além do investimento estratégico de R$ 24 milhões no Parque Científico e Tecnológico da Campus Medianeira (CIENTECH), com o objetivo de fortalecer o ecossistema de inovação local.
Durante a apresentação, Colombo destacou que o momento é decisivo para o futuro do parque, especialmente no que diz respeito ao modelo de gestão. Segundo ele, a visita ao Legislativo teve como principal objetivo sensibilizar os vereadores sobre a importância do projeto e a necessidade de construção de um legado de longo prazo. “O que nós queremos é mostrar o que é um parque tecnológico. Não é algo que dá resultado imediato, mas sim um investimento que precisa ser pensado para o futuro da sociedade de Medianeira”, afirmou.
O aporte previsto pela Itaipu, conforme explicou, faz parte de uma política do governo federal voltada ao desenvolvimento regional. No entanto, o diretor do Parquetec reforçou que a estrutura física, por si só, não garante resultados. “Não adianta investir em prédio, em laboratório e equipamentos se não houver cérebro e gestão. A UTFPR é uma grande fornecedora de conhecimento, com os campi de Medianeira, Toledo e Santa Helena envolvidos, mas é preciso garantir também a gestão e o custeio permanente”, pontuou.
Nesse sentido, Colombo destacou que o funcionamento do parque depende de um modelo sustentável, que envolva diferentes atores. Além do apoio já sinalizado pela UTFPR e pelo próprio Parquetec, ele defende a participação do poder público municipal e do setor empresarial. “Precisamos do apoio da Prefeitura, da Câmara e, sobretudo, dos empresários locais. O parque terá custos contínuos, como energia, bolsas e desenvolvimento de projetos. É fundamental garantir uma fonte de custeio permanente”, explicou.
A discussão sobre a governança do CIENTECH, segundo ele, é central para viabilizar esse apoio. Isso inclui definir quem administrará o espaço, como será feita a gestão dos recursos e quais serão os critérios de transparência e planejamento. “Ninguém quer investir sem conhecer a gestão, e ninguém faz gestão sem recursos. Essas duas coisas precisam caminhar juntas”, ressaltou.
Colombo também defendeu um modelo de gestão mais ágil, com características empresariais, capaz de responder rapidamente às demandas do mercado. Para ele, essa é uma condição essencial para que o parque cumpra seu papel de conectar pesquisa e inovação com o setor produtivo. “O mercado tem o seu tempo. Se uma empresa procura o parque com uma ideia, é preciso ter rapidez para testar, validar e dar uma resposta. Se for viável, o projeto avança. Se não, precisa ser encerrado rapidamente. Essa agilidade é fundamental”, exemplificou.
Ele ainda destacou que essa dinâmica também se aplica à prestação de serviços e parcerias com empresas, que exigem respostas rápidas e processos menos burocráticos. “O CIENTECH precisa sair das bancadas de laboratório e dialogar com o mercado. E, para isso, precisa ter a mesma velocidade que o mercado exige”, completou.
Na mesma linha, o diretor geral da UTFPR Campus Medianeira, professor Cláudio Bazzi, avalia que o investimento representa a consolidação de um trabalho que vem sendo desenvolvido ao longo dos últimos anos. “O parque vai completar cinco anos de funcionamento e, desde o início, enfrentamos muitos desafios. Mesmo assim, buscamos estruturar o espaço da melhor forma possível. Esse apoio da Itaipu vem agora para coroar todo esse esforço”, destacou.
Segundo ele, os recursos devem garantir melhores condições de infraestrutura e organização, tornando o CIENTECH mais atrativo para a comunidade e, especialmente, para o setor produtivo. “Esses investimentos vêm para estruturar melhor o parque e transformá-lo em um ponto estratégico, despertando o interesse das empresas. Com uma gestão compartilhada e um ambiente mais organizado, a tendência é ampliar essa aproximação”, afirmou.
Para a universidade, o fortalecimento do parque também tem impacto direto na formação acadêmica e na retenção de talentos na região. “A ideia sempre foi criar um ambiente propício para gerar oportunidades aos nossos alunos. Muitas vezes eles se formam e acabam saindo para trabalhar fora. Queremos que permaneçam aqui, que gerem renda e empregos na região”, pontuou.
Bazzi também ressaltou o papel das parcerias institucionais na viabilização do projeto, destacando o apoio do Itaipu Parquetec. “É um momento de muita expectativa e também de reconhecimento. Esse investimento traz ânimo para professores, estudantes e para todo o ecossistema de inovação”, finalizou.





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