Caderno Especial Saúde

SAÚDE INTEGRAL

Quando a ciência encontra a sabedoria ancestral

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde não apenas como a ausência de doenças, mas como um estado de completo bem-estar físico, mental e social, trazendo a concepção de saúde integral. Cada vez mais essa visão tem sido ampliada, incluindo também as dimensões emocional e espiritual do ser humano.

Nesse contexto, cresce a atuação das terapias integrativas e complementares, englobando um conjunto de práticas, como a fitoterapia, acupuntura, reiki, massagens, meditações, entre outras, cujo objetivo é promover o equilíbrio entre corpo, mente e espírito, atuando em conjunto com a medicina convencional para fortalecer a saúde e o bem-estar integral.

Essas práticas, transmitidas de geração em geração, formam o alicerce do que hoje chamamos de medicina integrativa. A ciência moderna, com seus estudos e comprovações, tem redescoberto a eficácia de muitas dessas terapias milenares, reconhecendo o que as tradições ditas como “populares” sempre souberam: a verdadeira cura acontece quando o ser humano é tratado em sua totalidade – corpo, mente, emoção e espírito. Diversos estudos apontam que o uso integrado dessas práticas pode reduzir sintomas de ansiedade, depressão, estresse, dores crônicas e melhorar a qualidade de vida de pacientes em tratamento médico.

Importante destacar, que essa forma de olhar para o ser humano em sua integralidade é uma prática que países como a Índia e China já fazem de uma forma orgânica em seus centros médicos, servindo de modelo para o mundo. Nos últimos anos, as Práticas Integrativas e Complementares de Saúde (PICS) vêm conquistando cada vez mais espaço nos serviços de saúde públicos e privados em todo o mundo. Aqui no Brasil, hospitais renomados como o Sírio Libanês e Albert Einstein, localizados em São Paulo, são referências no uso das PICS em seus tratamentos. Embora, com menos visibilidade e aceitação de alguns profissionais de saúde, essas práticas também já foram incorporadas no Sistema Único de Saúde (SUS). 

Profissionais da saúde e instituições que adotam esse modelo relatam ganhos significativos na humanização do atendimento, na adesão aos tratamentos e no fortalecimento do vínculo entre paciente e equipe. Vale ressaltar que a medicina integrativa não substitui a medicina convencional, mas amplia suas possibilidades, oferecendo caminhos mais humanos, resposta mais rápidas aos tratamentos, promovendo uma consciência para a prática de hábitos mais saudáveis e sustentáveis para o cuidado com a vida.

As pessoas do mundo moderno e a medicina convencional precisam compreender que as práticas integrativas e complementares não são concorrentes, muito menos ultrapassadas. Pelo contrário, representam formas milenares de tratar as doenças e promover a cura, muito antes do surgimento da medicina moderna. Essas práticas nasceram da observação profunda da natureza e do entendimento de que corpo, mente e espírito formam uma unidade indivisível. Hoje, em um tempo em que o estresse, a ansiedade e o adoecimento emocional se tornaram comuns, esse olhar ampliado sobre a saúde ressurge como uma necessidade urgente.

Aqui em Medianeira, a Terapeuta Franciele Araujo, do Heloflora – Terapias Integrativas, trabalha dentro dessa visão integral, oferecendo um cuidado que harmoniza o ser, utilizando massagens, técnicas energéticas, meditações ativas e tratamentos naturais para promover o equilíbrio completo do indivíduo. Mais do que um complemento, as PICS são um chamado ao reencontro com a essência humana, lembrando-nos de que curar e manter a saúde integral é também equilibrar, reconectar e viver em harmonia consigo mesmo e com o todo.

As terapias integrativas e complementares têm como objetivo promover o equilíbrio entre corpo, mente e espírito

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