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Qual é a sua turma?!

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É a velha história do patinho feio. Quem não a conhece? O patinho era rejeitado pelos irmãos por ser diferente. Todos o achavam estranho. Até que um dia ele, muito triste, vê um grupo de cisnes e descobre que é um deles e não um pato.

Agora, vamos trazer está história infantil para a nossa realidade. Muitos são os questionamentos, tristeza e insegurança por parte de muitas pessoas, como o que viveu o patinho. Não raro, ouço colegas desabafando suas frustrações por conta de sentirem-se deslocados, não atendendo ao padrão seguido em determinado grupo e o pior de tudo: pensam que têm com algum problema.

E é unânime. Todos acreditam que precisam mudar para se adequar. Mas será mesmo que não estar dentro de um padrão de grupo é um problema?

Penso que é uma questão de observar e se conhecer: a que grupo eu pertenço? Muitas vezes, somos criados, crescemos e convivemos com determinadas pessoas e, mesmo assim, nos sentimos deslocados, como ‘peixes fora d’água’. Mas isso não é fator que determina estarmos errados ou que temos algum transtorno. Basta perceber e buscar pessoas como nós. Todos têm afinidades com determinados grupos.

Uma pessoa muito tímida, que não gosta de se expor e chamar a atenção, pode pensar que está com problemas quando interage com um grupo extrovertido, onde todos falam alto e cada um quer chamar mais atenção do que o outro. Porém, não há nada errado em ser uma pessoa reservada. Caso a pessoa sinta-se mal em estar neste grupo, não significa que precisa mudar, mas apenas que talvez esteja num grupo que não seja o dela.

Se você está num grupo que gosta de falar de futebol e beber cerveja, mas você detesta o esporte e não bebe, é claro que se sentirá deslocado. Se você anda num grupo de jovens de uma igreja, mas não gosta de religiosidade, vai se sentir diferente. Mas não há problema algum com você. Busque interagir com pessoas com pensamentos afins, gostos e visões de mundo parecidas. Amplie os horizontes.

As pessoas não são iguais, não tem gostos iguais e não gostam todas das mesmas coisas. E isso é o que nos identifica, nos difere uns dos outros. Ser diferente requer coragem e, acima de tudo, espera-se o respeito. O respeito pelos que são diferentes, que pensam, que agem ou que se vestem de maneira diferente da sua.

“Eu até já tentei ser diferente, por medo de doer, mas não tem jeito: só consigo ser igual a mim.” Ana Jácomo

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Por: Camyle Hart

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa em 1999, atuando por 15 anos na área, em diversos veículos de comunicação do Paraná. Pós-graduada em Comunicação e Mercado na Era Digital.
Formada em Psicologia pela Faculdade Anglo Americano – Foz do Iguaçu, especializando-se em psicologia Junguiana. Atualmente, mantém uma coluna sobre saúde mental nos jornais Nossa Folha e O Mensageiro, ambos de Medianeira. Mantém um blog sobre temas da psicologia e atua como psicoterapeura, no contexto ‘home care’(domiciliar) e online.

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