C

Café Analítico

Sou meu próprio inimigo

PUBLICIDADE

Anuncie - Naves

Em muitas situações somos o nosso próprio inimigo, a nossa mente trabalha contra nós e isso se chama autossabotagem: uma maneira primitiva e infantil de pensar que não nos permite sair da zona de conforto, correr riscos para alcançar algo que queremos. Na autossabotagem, qualquer coisa é desculpa para não darmos o próximo passo, irmos adiante seja qual objetivo for. É aquela situação em que sabemos do nosso potencial, mas nada anda, não conseguimos ir adiante em direção ao que tanto desejamos. É como se tivesse um bloqueio, uma trava interna, que nos faz recuar cada vez que vemos o objetivo mais perto de nós. E então vamos sempre deixando para depois, postergando as realizações que nos deixariam mais felizes.

Falta de foco, coragem e comprometimento faz com que não consigamos sair do lugar que conhecemos, seja ele físico ou psíquico. Muito mais fácil permanecer onde se está, mesmo sendo hostil e não nos levando a lugar algum. É o exemplo daquela pessoa que sonha a vida toda em ter seu próprio negócio, mas que continua trabalhando como empregada. Tudo é motivo para permanecer como está, afinal, o desconhecido é um campo ‘perigoso’. Por outro lado, estes objetivos autossabotados são justamente o que nos deixariam mais felizes.

As situações mais comuns de autossabotagem são as de negar sentimentos, se comparar aos outros para se sentir inferior, ter relacionamentos abusivos, comer em excesso, ter desculpas para não fazer o que lhe traria bem estar. Um exemplo é a pessoa que se submete a uma dieta exigente, a uma rotina de exercícios físicos, mas no final do dia, num impulso, acaba comendo tudo o que vê pela frente, sob qualquer pretexto e acaba por perder todo o esforço anterior. Quando está chegando perto do objetivo se autossabota e a autoestima vai para o fundo do poço.

Esse medo da realização é inconsciente e pode ter sua origem em traumas de infância não resolvidos. No caso do exemplo acima, esse trauma pode ter vindo de afirmações feitas pelos pais à criança, como: “Você é gorda!”, “Ninguém vai te querer!”, “Veja como as suas amigas são arrumadas e você é desleixada!”.

Outras frases comuns são: “Você nunca vai ser ninguém!”, “Seu burro!”, assim por diante. E todas estas afirmações ficam gravadas no inconsciente porque foram ditas por quem mais confiamos, mais amamos. Tornam-se verdades das quais, quando adultos, temos dificuldades em abrir mão.

“Você sabe que a pessoa pode encalhar numa palavra e perder anos de sua vida?” Clarice Lispector

PUBLICIDADE

Anuncie - Naves

LEIA NOSSAS COLUNAS


Strict Standards: Only variables should be passed by reference in /home/mensageiro/public_html/wp-content/themes/jornalmensageiro/single.php on line 125

Café Analítico

Por: Camyle Hart

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa em 1999, atuando por 15 anos na área, em diversos veículos de comunicação do Paraná. Pós-graduada em Comunicação e Mercado na Era Digital.
Formada em Psicologia pela Faculdade Anglo Americano – Foz do Iguaçu, especializando-se em psicologia Junguiana. Atualmente, mantém uma coluna sobre saúde mental nos jornais Nossa Folha e O Mensageiro, ambos de Medianeira. Mantém um blog sobre temas da psicologia e atua como psicoterapeura, no contexto ‘home care’(domiciliar) e online.

Comentários