MISSAL
Após compra de terras, Itaipu planeja melhorias em área indígena
Após compra de terras, Itaipu planeja melhorias em área indígena de Missal
Texto por Assessoria de Imprensa da Itaipu Binacional . Fotos por William Brisida/Itaipu Binacional . 11 de março de 2026 . 16:36
Em 206 hectares no município de Missal, na região Oeste do Paraná, 36 famílias Avá-guarani estão finalmente vivendo em uma terra que podem chamar de sua. A área foi adquirida pela Itaipu Binacional como parte das ações de reparação a populações indígenas afetadas pela construção da hidrelétrica. A transferência das famílias, que ocupavam uma área na Faixa de Proteção do Reservatório em Santa Helena (PR), para o local, ocorreu no final do ano passado.
“Este é um momento histórico em que a Itaipu faz justiça em relação à dívida que tem com os povos originários da região Oeste e a atual gestão tem um compromisso de fazer a devida reparação”, destacou o diretor jurídico da Binacional, Luiz Fernando Delazari. Segundo o gestor da Itaipu para as iniciativas voltadas aos indígenas, Paulo Porto, os povos originários têm direitos que devem ser respeitados. “O direito à terra é o primeiro. Na sequência, vem o direito à alimentação de qualidade, à moradia, a benfeitorias, ao fortalecimento cultural”, completou.
Para alinhar esses próximos passos, representantes da Itaipu reuniram-se com a Prefeitura de Missal. O roteiro também incluiu uma visita à comunidade, batizada Ara Poty Mirim, e à Escola Municipal Epitácio Pessoa (na linha Jacutinga, área rural de Missal), localizada próxima à aldeia e que acolheu as crianças indígenas em suas salas de aula.
O prefeito, Adilto Luis Ferrari, acompanhado da secretária de Assistência Social, Rosani Fappi, informou que já colocou a assistência social do município a serviço da comunidade. “É muito importante esta parceria com a Itaipu para o atendimento às necessidades da comunidade. A gente espera que ela se torne um exemplo para outros municípios”, disse.
O líder da Tekoha Ara Poty Mirim, Lino César Cunumi Pereira, está otimista com o futuro dessas famílias indígenas, a partir das articulações que vêm sendo realizadas com a Itaipu, a Prefeitura e a escola. A comunidade já recebeu casas construídas pela Itaipu e agora está definindo as próximas melhorias na infraestrutura, como rede de água, esgoto e luz. “Daqui pra frente vai melhorar muito”, afirmou.
Na escola, as crianças indígenas e não indígenas convivem nas mesmas salas de aula. Para o diretor Volmir Spanholi, a chegada dos novos alunos foi muito tranquila. “A nossa comunidade aqui já tinha uma característica semelhante ao povo indígena, de famílias da pequena agricultura e assentamentos. Então, o povo indígena só veio a somar”, avaliou. O professor de história Paulo Roberto Sbabo também vê como positiva a integração com os indígenas. “Eu vejo que é uma valorização das culturas tradicionais, do modo de vida deles, que têm muito a ensinar. Nos ajuda a compreender a forma como a gente age no mundo, na natureza e em relação ao outro”, completou.









Comentários