DENGUE
Unimed Oeste do Paraná entrega armadilhas Ovitrampas para Secretarias de Saúde da região
Projeto regional inovador de enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti será implantado nos 12 municípios da área de atuação da cooperativa médica
Texto por Da Redação/Assessoria . Fotos por douglas florêncio . 21 de agosto de 2025 . 15:39
Na tarde de ontem (20), a Unimed Oeste do Paraná realizou a entrega de Armadilhas Ovitrampas para as Secretarias de Saúde dos 12 municípios de sua área de atuação. O evento também contou com a presença da Diretora da 9ª Regional de Saúde, Pabla Viviana Jungblut, no ato representando a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná.
A entrega marca a consolidação do projeto de implantação e implementação do monitoramento por Armadilhas Ovitrampas, que nasceu a partir de um modelo desenvolvido pelo comitê intersetorial e pela Vigilância em Saúde de Medianeira e contou com o financiamento da Unimed Oeste do Paraná.
A iniciativa reforça o monitoramento e a prevenção das arboviroses com base em dados técnicos e estratégias de vigilância ambiental. O projeto regional inovador de enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti – transmissor da dengue, zika e chikungunya -foi apresentado em junho para as Secretarias Municipais e Regionais de Saúde.
Os 12 municípios – Medianeira, Santa Terezinha do Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Itaipulândia, Missal, Serranópolis do Iguaçu, Matelândia, Ramilândia, Céu Azul, Vera Cruz do Oeste, Diamante d’Oeste e Santa Helena – aderiram ao projeto e receberam 1.729 kits, contendo três palhetas extras de Eucatex para cada armadilha, um estojo de acrílico, um microscópio USB/ clips de metal extras para uso nas armadilhas. O material será implantado de forma estratégica em cada cidade.
A ação fortalece o compromisso conjunto entre os municípios, o Estado e a iniciativa privada na luta contra as arboviroses, promovendo ações preventivas com base em dados técnicos e inovação no monitoramento ambiental.
Com essa ação, a Unimed Oeste do Paraná reafirma o compromisso com o cuidado coletivo, apoiando iniciativas que unem inovação, cooperação e responsabilidade social para proteger a saúde da nossa população. Dr. Marco Aurélio Farinazzo, presidente da Unimed Oeste do Paraná comentou sobre expectativas e resultados do projeto: “A ideia deste projeto é ter uma ação de prevenção no combate à dengue, que é uma doença que não possui tratamento específico. O que podemos fazer é evitar que a doença aconteça. Em Medianeira, o trabalho já está sendo realizado e nos aponta bons resultados. No período de janeiro até agora, foram apenas 30 casos de dengue confirmados, sendo que nos municípios vizinhos tem 100 vezes mais. Por isso, a intenção de aplicar nas outras ciddes, pensando não só nos nossos clientes, mas em toda população local. Nossa expectativa é diminuir o máximo possível os números da doença. Essa é a nossa finalidade, combatendo o mosquito, você combate à doença”, destacou.
Sobre a entrega dos kits, o presidente da Unimed Oeste do Paraná reforçou que o objetivo é apoiar os municípios. “É algo super simples, mas por causa de licitações, eles encontram dificuldade para fazer a compra. A metodologia usada é simples, mas com ótimos resultados. Por isso a Unimed se propôs a comprar os kits e distribuir para os municípios, agilizando este processo, e iremos acompanhar para ver se conseguimos atingir os resultados que conseguimos aqui em Medianeira”, finalizou o Dr. Marco Aurélio.
ARMADILHAS DE OVITRAMPAS – A armadilha de oviposição ou ovitrampa é utilizada para a coleta de ovos de mosquitos das espécies Aedes aegypti e/ou Aedes albopictus. Consiste em um método sensível e econômico para detectar a presença do vetor, sendo de fácil manuseio no campo. Tem sido utilizada para detectar precocemente a infestação pelo mosquito em municípios não infestados, para o monitoramento da densidade das populações de vetores em municípios infestados e para direcionar as ações e avaliar o impacto das estratégias de controle vetorial. Ressalta-se que, para garantir a efetividade da estratégia de monitoramento entomológico por ovitrampas, é primordial um planejamento que considere a infraestrutura e a capacidade de recursos humanos do município. A ovitrampa é constituída de um recipiente de plástico na cor preta com boca larga e uma palheta de madeira aglomerada (Eucatex), de tamanho variando entre 2,5 a 3 cm de largura por 13 a 15 cm de altura. Esta palheta é presa por um clip ao vaso, com o lado áspero voltado para o centro da ovitrampa, onde ocorre a postura dos ovos pelas fêmeas.












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