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Bebeto de Freitas mudou a cara do vôlei brasileiro

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Quando se fala de vôlei no Brasil, as grandes referências, sem dúvida alguma, são Bebeto de Freitas e Bernardinho. Falecido essa semana, Bebeto de Freitas deixa marcas importantes nessa modalidade esportiva, mesmo tendo atuado também no futebol, como dirigente e botafoguense de coração.

Mas, se o vôlei brasileiro chegou tão longe, agradeçam a Bebeto de Freitas. O vôlei brasileiro começou sua grande transformação em 1984, na chamada “Geração de Prata”. Lá estava Bebeto de Freitas, comandando uma equipe espetacular, mas que foi superada pelos Estados Unidos na final Olímpica.

E depois dele é que vieram José Roberto Guimarães e Bernardinho, cujo desempenho de carreira e resultados se deve muito a semente plantada em 1984. Bebeto também fez sucesso no exterior. Foi comandante da poderosa seleção italiana entre 1997 e 1998, período no qual arrebatou uma Liga Mundial e um Campeonato Mundial e, ao vencer o Brasil na semifinal, respeitosamente ficou sentado no banco como se tivesse perdido o jogo.

E seu DNA era puro esporte. Foi sobrinho do jornalista e treinador de futebol João Saldanha e primo por parte de mãe do jogador de futebol Heleno de Freitas. E isso se refletia no seu dia a dia.

Bebeto desenvolveu nomes como Renan Dal Zotto, Montanaro, William, Xandó, Bernard, Amauri e o próprio Bernardinho. Um time espetacular com um treinador competente, estudioso e de grandes virtudes.

Sua morte, ocorrida repentinamente na terça-feira, aos 68 anos, é uma grande perda para quem gosta da modalidade.

 

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Por: João Hermes

Radialista e cronista esportivo do Jornal Mensageiro desde 1985.

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