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Em campo, Roma mostra que favoritismo não está nas estatísticas

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Como é gostoso falar de futebol. Já pude me manifestar em outras oportunidades, que todos nós temos um pouco de treinador, um pouco de jogador e muito de torcedor. Mais do que tudo isso, é gostar de futebol. Do esporte da bola e como ele é praticado. É cheio de controvérsias, brigas, grosserias, jogo de bastidores e até mesmo compra de resultados como já vimos, lemos ou ouvimos pelo mundo afora.

Mas quando podemos ter a oportunidade de ver jogos onde o que só interessa é a bola, aí sim somos recompensados. Não sei o que aconteceu na quarta a tarde, pois enquanto escrevia esse texto, a rodada da Liga dos Campões estava em andamento. Mas se previa emoção.

Detenho-me sobre o que aconteceu no domingo em São Paulo e na terça-feira em Roma. Duas realidades com a mesma paixão. No entanto com histórias diferentes. A primeira envolve briga de bastidor. O Palmeiras não aceita a decisão da arbitragem em voltar atrás e quer anular a decisão do campeonato paulista. Bom, nesse Brasil de tantas e tantas decisões nos tribunais, não é de se estranhar se isso vier acontecer. Por outro lado, a alegria do futebol foi completa para o torcedor da Roma. Com o Estádio Olímpico de Roma lotado, o inimaginável aconteceu. Depois de perder por 4 x 1 o jogo de ida, foi esse gol fora de casa que acabou eliminando o Barcelona. Com a vitória por 3 x 0, a Roma alcançou a semifinal da Liga. Desbancou um grande favorito cujas estatísticas lhe eram todas favoráveis.  Mas foi um jogo de emoção do começo ao fim. A tristeza demonstrada pelos jogadores do time espanhol ao final do jogo não escondeu a qualidade do jogo apresentada pelos romanos. Isso se sobressai em qualquer circunstância. Jogar com alegria. Disputar a bola como se fosse a última e fazer valer a pena a exclamação: Conseguimos! Um show que não precisa de bastidores para validar um extraordinário resultado.

 

 

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Por: João Hermes

Radialista e cronista esportivo do Jornal Mensageiro desde 1985.

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