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Queda de treinadores: mal começou o campeonato e já tem desempregado

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O fato mais curioso do futebol brasileiro é a vida do treinador, ou técnico de futebol. Se ganha, é o melhor. Se perde, não serve para o clube. E tem sido assim através dos tempos. E nem bem começa o campeonato nacional, seja na divisão de acesso ou na chamada elite, os treinadores vivem na corda bamba. São verdadeiros equilibristas que tentam mostrar que conseguem. Mas, entre tentar e conseguir de fato, enfrentam uma série de situações que fogem de seu alcance. Com isso, nem a rede de proteção agüenta.

E começou a competição e ao término da primeira rodada já teve treinador que perdeu o cargo. Claro que já vinha balançando, mas caiu após uma derrota. Isso aconteceu com o Coritiba que vive momento delicado, disputa a Série B, perdeu o campeonato estadual para seu maior rival e precisa fazer boa campanha para retornar a divisão principal do futebol brasileiro.

Mas logo depois da estréia na Série B, e perder fora de casa, fora o baile, o treinador foi demitido e ainda em Belém, capital do Pará.

Tem culpa? Acredito que sim. A culpa é saber que não teria na mão um bom grupo de jogadores, com qualidade técnica suficiente para disputar uma maratona de 38 jogos. E isso vai continuar. Esse foi o primeiro. Outros virão.

Gosto de futebol. Observo essas e outras coisas e não vejo solução imediata para acabar com isso. Observem o técnico do Palmeiras. Roger Machado precisa urgentemente de resultados e de grandes apresentações, pois em São Paulo, perdeu o estadual para seu maior rival, não está num bom momento, com o grupo que tem na mão, folha de pagamento alta e toda a estrutura disponível para fazer seu trabalho, se resultados não aparecem, cai ele também.

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Por: João Hermes

Radialista e cronista esportivo do Jornal Mensageiro desde 1985.

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