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Um ano de Tite na seleção. Mas sombras do passado servem de alerta

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O campeonato brasileiro tem agora um período, digamos assim, de férias forçadas. É que devido aos jogos da seleção brasileira pela fase sulamericana da Copa 2018, a CBF resolveu enfim dar um tempo em sua principal competição e não realizar jogos num período de 10 dias, o que favorece algumas equipes, que precisam, além de tempo para treinar, de tempo também para recuperar alguns jogadores que estavam lesionados.

Essa parada também serve para uma análise de quem está em situação de desespero, vivendo na zona de rebaixamento, como o São Paulo, por exemplo. E o divã nessa hora vai ajudar muito. Trabalhar a cabeça dos jogadores será tão importante quanto treinar em campo.

Assim, nesse tempo de reflexão, vamos aproveitar e ver a seleção brasileira com maior atenção. Primeiro nesta quinta-feira (31), quando enfrenta o Equador na Arena Grêmio em Porto Alegre. O mesmo Equador que tomou 3 x 0 em Quito, até então vinha sendo um adversário difícil de ser batido no Estádio Olímpico Atahualpa. Mas os brasileiros tinham naquela partida um novo comandante. Foi a estreia de Tite e sua equipe, com apenas três dias de treinos, e gols de Neymar e Gabriel Jesus (2), sua primeira vitória. Longe de ser o local de estreia ideal, muita pressão, Tite se deu muito bem, a estrela do treinador brilhou tanto a ponto de outro debutante da noite, Gabriel Jesus, sair como o nome da equipe.

Passado exato um ano, o primeiro jogo foi no dia 1º de setembro de 2016, Tite está hoje com uma equipe sob seu controle e liderança, já com vaga garantida para a Copa de 2018 na Rússia, mas ainda assim, depende de cada jogo para se manter como um técnico de talento comprovado.

Não será fácil manter sempre o mesmo nível. No entanto, faz muito tempo que o Brasil, como país do futebol, está em débito com sua torcida. Torcemos e sonhamos. O problema é que, às vezes, esses sonhos se transformam em pesadelos. E quando acordamos para a realidade lembramos de um passado não muito distante, quando passamos de favoritos à perdedores humilhados. Lembram do 7 x 1 para a Alemanha? Pois é, ainda hoje somos motivo de chacota por tão acachapante derrota. Como 1950, ainda vamos encontrar alguém para nos lembrar dessas coisas que só o futebol provoca.

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Por: João Hermes

Radialista e cronista esportivo do Jornal Mensageiro desde 1985.

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