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CULTURA

Parcerias prometem transformar cenário cultural de Medianeira

Várias ações estão sendo planejadas e concretizadas a curto, médio e longo prazo

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Após 18 anos como produtor cultural, o medianeirense Ricardo Trento finalmente volta profissionalmente à sua cidade natal. Em visita ao Jornal Mensageiro, na última quinta-feira (29), acompanhado pela então diretora do departamento de Cultura Maria Helena Barp, ele falou sobre os projetos. “Pela primeira vez houve abertura para contribuirmos com a cultura do município. A Maria Helena foi fundamental para que as coisas começassem a acontecer, ela abriu as portas”, declarou Trento.

E os primeiros frutos dessa parceria já começaram a aparecer. Nos dias 15 e 16 de março, a Orquestra Ladies Ensemble realizou apresentações especiais do espetáculo Concerto das Rosas, no CPC Arandurá, que contou com patrocínios da Lar e Frimesa. Formada por 20 musicistas mulheres das principais orquestras do Paraná, que tocam viola, violino, violoncelo, percussão, piano, contrabaixo e acordeom; elas apresentaram peças de grandes nomes da música clássica e também da música popular. A segunda ação, também fruto da parceria do produtor com o departamento de Cultura de Medianeira, foi o espetáculo “Músicas do Portão para Dentro – MPB para crianças”, realizado na semana passada para os alunos das escolas municipais.

E outras ações já estão sendo planejadas. “Em maio traremos o projeto ‘Fazendo Arte, Tecendo a Vida’, já realizado em Fazenda Rio Grande com sucesso. Estarão envolvidos 150 alunos de três escolas, durante uma semana. Eles produzirão painéis orientados por profissionais de arte”, explica Ricardo Trento.

O quarto projeto, denominado “Bases Sonoras”, começa a funcionar a partir do segundo semestre deste ano. Tudo começou com a parceria com a Frimesa para a compra de um piano, que vai ficar via comodato sob os cuidados da Prefeitura Municipal. O instrumento chega ao município daqui uns 40 dias, vindo da Coréia. “A partir da chegada do piano, faremos vários concertos para despertar o público. Precisamos formar plateia, por isso o planejamento do projeto prevê a realização de 10 concertos durante 10 meses, e para cada concerto, serão promovidas quatro oficinas de formação de plateia. É necessário ensinar como se ouve música clássica, se não ensinarmos não se cria o gosto. Precisamos criar esta estrutura”, defende o produtor cultural.

A partir da realização destes concertos, para 2019 a ideia é promover o 1º Festival de Música Instrumental de Medianeira e em 2020 criar o Conservatório de Música do município. “Todas essas ações tem o fomento de Renúncia Fiscal da Lei Rouanet, que permite que as empresas destinem 4% do imposto de renda devido para projetos culturais e pessoas físicas podem destinar 6%. Além do Profice, Lei Estadual de Incentivo à Cultura”, salienta Maria Helena Barp.

O produtor cultural defende ainda que uma cidade que tem duas empresas de projeção internacional, como a Frimesa e a Lar, “deve oferecer à comunidade oportunidade cultural a altura de forma a se projetar também paralelamente com o seu setor cultural e o desenvolvimento social da cidade”.

Ricardo complementa destacando a necessidade de uma Secretaria de Cultura desvinculada da Educação, para facilitar a atração de projetos incentivados oriundos de empresas privadas ou dos âmbitos estadual e federal. “O carro chefe de qualquer governo deveria ser a Cultura, pois somos frutos de um aprimoramento cultural. O desenvolvimento econômico passa primeiramente pela cultura. Sem produção artística não existe desenvolvimento científico”, destaca o produtor. Ele explica ainda sobre as diferenças entre a Educação e a Cultura. “A Educação tem um viés informativo (racional, intelectual) e a Cultura tem um viés artístico (lúdico) e humanitário. A arte é uma relação provocativa, independente da manifestação cultural, vai sempre proporcionar uma faísca, que gera a transformação. A escola ensina o caminho, mas a arte cria o caminho para ser co-criadora de novas relações sociais e junto com a educação formam o ser humano ético que pensa e reflete sobre seus atos e na responsabilidade com o outro”, ressalta.

RICARDO TRENTO – nasceu em Medianeira, filho de Pedro Ângelo Trento e Jurema Cesconetto Trento. Mora em Curitiba desde 1994. Formando em Eletromecânica pelo CEFET (Medianeira) e em Administração- com ênfase em Finanças, pela FAE (Curitiba), é Pós-Graduado em Filosofia. Estava trabalhando como consultor em gestão empresarial e gestão da qualidade, quando há 18 anos (2000) desenvolveu seu primeiro projeto na área cultural, “Trupe da Saúde”, que levava palhaços a hospitais. O projeto recebeu patrocínio da Petrobrás por três anos consecutivos. A partir de então foi abrindo mercado e hoje Ricardo é um conceituado produtor cultural com premiações nacionais do Ministério da Cultura, Ministério da Saúde, Ministério da Educação, ISAE/FGV e Fundação Banco do Brasil. Pela questão familiar, após 18 anos, volta a Medianeira profissionalmente para contribuir com a promoção da Cultura.

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LEIA POR EDITORIA

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